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Indústria de exportação tem de aumentar incorporação de fatores de produção nacional

Indústria de exportação tem de aumentar incorporação de fatores de produção nacional

Para continuar a crescer de forma sustentada, como tem vindo a suceder desde a anterior legislatura, a economia portuguesa tem de prosseguir o incentivo ao investimento direto estrangeiro sem deixar de potenciar a incorporação de fatores de produção nacional nos produtos e serviços que exporta.

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Intervindo em Lisboa, no final de uma reunião promovida pelo primeiro-ministro com associações e instituições do cluster de bens de equipamento e tecnologias de produção, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital alertou para a necessidade de o país reforçar a tendência já iniciada na anterior legislatura de aumentar a incorporação de mais equipamentos produzidos em Portugal na indústria exportadora, um passo que Pedro Siza Vieira considera ser fundamental para assegurar aos fabricantes nacionais que também eles podem e “são capazes de contribuir para alimentar o processo de investimento das empresas portuguesas”.

Segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, apesar do exponencial aumento também na área das exportações de bens de equipamentos, uma realidade que se tem vindo a verificar sobretudo nos quatro últimos anos, continua a haver um expressivo incremento de importações de equipamentos usados na produção nacional, um cenário que já levou, segundo garantiu o ministro Pedro Siza Vieira, a que o Governo, as empresas e as associações do setor tenham identificado as “linhas de trabalho para o futuro”, quer no que diz respeito ao “financiamento da atividade”, quer ao nível das “necessidade de recursos humanos e formação profissional”.

Bom momento da economia

O ministro Pedro Siza Vieira, que esteve acompanhado na reunião, para além de António Costa, pelo ministro do Planeamento, Nelson de Souza, e pelo secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, referiu-se também às “boas notícias” sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) que tal como o INE divulgou no final da passada semana cresceu no último trimestre de 2019 “bastante acima do que era esperado”, um crescimento que atingiu os 2,2% do produto, relativamente ao mesmo trimestre do ano anterior o que significa, como referiu o ministro da Economia “uma das melhores performances da zona euro”.

Este cenário muito favorável a Portugal, ainda segundo o titular da pasta da Economia, permitiu que o país tivesse “aumentado o ritmo de convergência com a União Europeia” sustentado sobretudo no “contributo muito positivo da procura externa líquida”, ou seja, como acrescentou, com as “exportações a cresceram mais do que as importações no último trimestre” o que permitiu que Portugal tivesse concluído “mais um ano com saldo positivo na sua balança de exportações”.

Manter o ritmo de crescimento

Para que Portugal possa manter e de preferência aumentar os seus ritmos de crescimento económico, aproximando-se ainda mais de uma desejável convergência com as economias europeias mais desenvolvidas, o país tem de saber assegurar, como defendeu, que aos fabricantes de bens de equipamentos nacionais “são capazes de contribuir para alimentar o processo de investimento das empresas”, lembrando a este propósito Pedro Siza Vieira que o setor conta em Portugal com mais de 20 mil empresas que empregam 187 mil trabalhadores.

Segundo dados oficiais, entre 2015 e 2018 o setor mostrou “grande dinamismo”, designadamente com o emprego a crescer neste período 16%, o investimento perto de 65%, as exportações a aumentarem 43% e os salários médios a excederem os “35% em relação aos outros setores não financeiros”, tendo registado um crescimento de 8%”.

O governante referiu que o “pacto setorial que o Governo assinou com o cluster de equipamentos e tecnologias de produção”, em abril de 2019, teve como objetivo “modernizar o tecido industrial, potenciar a internacionalização, antecipar necessidades de qualificação profissional e contribuir para a transição energética e dinâmicas de colaboração”.