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Combater “novas formas de escravatura no trabalho” com “sindicatos fortes e forte diálogo social”


A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, defendeu no sábado, por ocasião do 1º de Maio, um “combate coletivo e sem tréguas” a “novas formas de escravatura no trabalho”, com o envolvimento de “sindicato fortes e forte diálogo social”.

Intervindo na conferência digital, organizada pelo PS no Dia do Trabalhador, sobre o papel dos sindicatos e as transformações do mundo laboral, Ana Mendes Godinho salientou os novos desafios que se colocam à organização do trabalho.

“É o tempo da aceleração das mudanças estruturais para garantir direitos inclusivos de proteção social e de valorização dos trabalhadores”, disse, apontando que o “grande desafio coletivo” é “criar condições para que o trabalho do futuro seja de facto um trabalho digno para todos”.

Sublinhando o trabalho que tem sido feito pelo Governo socialista desde o início da pandemia de Covid-19, a ministra afirmou, contudo, que para conseguir “dignidade e qualidade do emprego” são também necessários “sindicatos fortes e forte diálogo social”, referindo que este diálogo “é um pilar essencial” para a agenda do trabalho digno e “tem de ser o pilar de todas estas transformações”, o “motor da paz social e o garante de que todos ganham nos processos de mudança”.

É neste sentido, concretizou, que se afirma a proposta de “estimular a cobertura e o dinamismo da negociação coletiva”, de forma a alargar “a negociação coletiva e a cobertura da negociação coletiva a novas categorias de trabalhadores”, com “incentivos à contratação coletiva, promovendo a articulação com os parceiros sociais”.

Na iniciativa, que decorreu por videoconferência, participaram ainda a secretárioa nacional para o Trabalho, Susana Ramos, e entre outros oradores convidados, Carlos Silva, secretário-geral da UGT, Fernando Gomes, dirigente da CGTP, e Mafalda Troncho, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O encerramento esteve a cargo do secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Miguel Cabrita, e do Secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro.