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Modernização da rede ferroviária é “a maior revolução no setor do último século”


Uma das prioridades do executivo socialista “é a modernização de toda a rede ferroviária nacional”, um setor onde se está a fazer “o maior investimento dos últimos 100 anos”, como ontem referiu o primeiro-ministro, António Costa, ao assinalar a conclusão das obras de eletrificação da Linha do Minho, no troço entre as cidades de Viana do Castelo e Valença.

De acordo com o primeiro-ministro, as obras de modernização e de requalificação da rede ferrovia nacional que o Governo está a concretizar de norte a sul do país, constituem, sem dúvida, a “maior revolução no setor do último século”, designadamente no transporte de mercadorias, garantindo António Costa que com a eletrificação e a duplicação da dimensão dos comboios, passará a ser possível triplicar, nesta linha do Alto Minho a “capacidade de transporte de mercadorias e de passageiros”, reduzindo o tempo de viagem entre estas duas cidades para cerca de 43 minutos”.

Com a eletrificação deste troço entre estas duas cidades do Alto Minho, ainda segundo o primeiro-ministro, dá-se mais um passo decisivo no fortalecimento e no “incremento da capacidade competitiva” desta grande região que engloba a Galiza e o Norte de Portugal, passando a ser possível a partir de agora, como assinalou António Costa, a existir uma maior aproximação e interligação entre os três “grandes portos atlânticos”, Vigo, na Galiza e Viana do Castelo e Leixões, em Portugal, portos que passarão a estar unidos através de modernos equipamentos ferroviários, a par, como também assinalou, de uma nova coerência no “quadro das relações de um lado e do outo da fronteira”.

Para o chefe do Governo, não é por acaso que o Alto Minho tem sido, de todas as regiões do país, a que que “mais investimento estrangeiro tem atraído” e a que mais postos de trabalho qualificados tem criado nos últimos anos, reafirmando ser absolutamente estratégico que a “primeira opção” passe precisamente pela aposta nas ligações a Espanha, privilegiando, sobretudo, “o investimento no transporte de mercadorias”. Sendo esta uma escolha, como defendeu, que tem tudo a ver com o “compromisso de atingir, em 2050, a neutralidade carbónica, reduzindo em 55% as emissões de gases com efeito de estufa até 2030”.

Investimento de 19 milhões de euros

Presente também nesta cerimónia, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, lembrou que o custo das obras de eletrificação do troço ferroviário de 49 quilómetros da Linha do Minho entre Viana do Castelo e Valença teve um custo aproximado de cerca de 19 milhões de euros, um investimento, como mencionou, feito no âmbito do programa de modernização da rede ferroviária nacional ‘Ferrovia 2020’, que compreende a “comparticipação dos Fundos da União Europeia através do Compete 2020”.

O governante assinalou que com a concretização desta última empreitada a Linha do Minho, em todos os seus 134 quilómetro, entre a cidade do Porto e a fronteira com Espanha, em Valença, “fica totalmente dotada com o sistema de tração elétrica”.