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Sines 4.0 traz o maior investimento estrangeiro em Portugal nas últimas décadas


O Governo abre a porta em Sines a um investimento estrangeiro para a instalação de um megacentro de dados no valor de mais de 3.500 milhões de eurosSegundo o primeiro-ministro, este investimento anglo-americano representa um “exemplo de excelência” e um passo expressivo para o desenvolvimento económico e para a criação sustentável de emprego, lembrando tratar-se do maior investimento direto estrangeiro que se faz nas últimas décadas em Portugal.

De acordo com António Costa, que esta manhã presidiu à cerimónia de apresentação de um megaprojeto financiado pela empresa de capitais anglo-americanos ‘start campus’, este é um tipo de investimento estrangeiro que o país há muito reclama, um projeto que vem provar, como salientou, que a transição digital e a transição energética são mecanismos que se interligam, “almas gémeas”, como as designou, e que por isso mesmo “têm de andar mão na mão, uma com a outra”.

Ao contrário do que por vezes se vai ouvindo aqui e ali, salientou o primeiro-ministro, apostar nestas transições “não significa estar a gerar uma qualquer “ameaça ao desenvolvimento económico ou à criação de emprego”, mas inversamente, como insistiu, é criar uma “oportunidade extraordinária” para um desenvolvimento económico mais sustentável e para a “criação de emprego de melhor qualidade e mais qualificado”.

Tal como referiu António Costa, o denominado ‘Sines 4.0’, é um projeto que prevê um investimento de “até 3.500 milhões de euros”, aplicados num “campus Hyperscale Data Centre’, com capacidade até 450 megawatts, que criará até 1.200 postos de trabalho diretos “altamente qualificados” e que pode ainda gerar, como garante a empresa promotora, “oito mil novos empregos indiretos até 2025”.

Para o primeiro-ministro, este é um investimento que demonstra “tudo aquilo que são as nossas bases da estratégia de desenvolvimento”, designadamente “uma localização que assegura uma conectividade global, capacidade única para sermos um grande centro de produção de energia renovável e a baixo custo e para podermos estar na linha da frente da transição para a sociedade digital”.

António Costa referiu-se ainda a Sines, cidade onde será alojada esta empresa anglo-americana, como um local estratégico de “excelência” para a instalação dos “novos cabos de interconexão digital entre a Europa e outros destinos”, e como um lugar privilegiado para “ponto de amarração” de outros dois cabos, o que “nos liga à África do Sul e um segundo que liga Portugal aos restantes países africanos”. 

Além do primeiro-ministro, estiveram esta manhã na cidade do litoral alentejano de Sines, na apresentação do projeto ‘Sines 4.0’, detida pelos norte-americanos da ‘Davidson Kempner’ e pelos britânicos da ‘Pioneer Point Pattners’, os ministros de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, entre outros membros do Governo.

A construção do primeiro dos cinco edifícios terá início já no próximo ano, estando a conclusão da obra prevista para o final de 2023.