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PS apela a cultura de transparência e de envolvimento dos cidadãos na vida das instituições


O vice-presidente da bancada do PS José Luís Carneiro frisou hoje, no Parlamento, que o Partido Socialista, nos seus 48 anos de vida, tem estado presente “em todos os progressos que o país registou” e defendeu a necessidade de se promover “uma cultura de proximidade, de transparência, de prestação de contas”, apostando sempre num “discurso público sério”.

José Luís Carneiro começou a sua declaração política por assinalar o 48º aniversário do Partido Socialista, no passado dia 19 de abril, saudando “os fundadores que, liderados por Mário Soares, na clandestinidade e no exílio, deram um contributo inestimável para um país mais livre, mais justo e mais solidário”.

E apontou que “faz este ano 45 anos sobre as primeiras eleições democráticas para aquele que é o grande alicerce e fonte de rejuvenescimento da democracia – o poder local democrático”, que é onde “bate o coração da democracia, é lá que, olhos nos olhos, face a face, o poder se humaniza, com as suas forças e com as suas fraquezas”.

“É com orgulho que o Grupo Parlamentar do PS viu reconhecidas pela academia três marcas profundas dos socialistas no poder local democrático: o contributo para a sua autonomia administrativa e financeira; a criação de um quadro legislativo favorável ao desenvolvimento regional, à desconcentração e à descentralização; e o envolvimento do poder local nas políticas sociais de habitação, de saúde, de educação e de combate à pobreza”, assegurou.

O também secretário-geral adjunto do Partido Socialista deixou depois claro que “o PS está no cerne da nossa vida coletiva. Está em todos os progressos que o país registou”. E explicou que o PS “mantém a sua liderança por estar sintonizado com as aspirações populares e por saber dosear liberdade com respeito pela individualidade, por procurar o interesse coletivo e por ser eficiente a conciliá-lo com o cuidado pelas aspirações individuais”.

José Luís Carneiro enumerou “os atrasos de séculos” que foi possível vencer através da “ação conjugada da administração local, regional e nacional”, tais como a diminuição da taxa de mortalidade infantil, “que passou de 78% em 1960 para 2,8% em 2019”, o aumento da esperança média de vida, o alojamento próprio, a água canalizada, “que em 1970 estava em 47% das casas e passou para 99% em 2019”, a diminuição da taxa de analfabetismo, “que passou de 26% em 1970 para 5,2% em 2011”, o abandono escolar, “que passou de 44% em 2001 para 11% em 2019”, o aumento do número de pessoas inscritas no ensino superior, a taxa de pobreza, “que tem vindo a ser reduzida”, a qualidade da democracia e também a confiança no Parlamento.

Admitindo que “muito há que fazer”, o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS alertou que “ter um discurso negacionista sobre estes resultados que mostram que o país tem feito um caminho extraordinário de desenvolvimento é denegrir o esforço e atentar contra a inteligência de todos os portugueses”.

Assim, “há que promover uma cultura de proximidade, de transparência, de prestação de contas, de envolvimento dos cidadãos, particularmente dos mais jovens, na vida das instituições”, defendeu.

Para José Luís Carneiro, “é imprescindível pugnar por um discurso público sério, rigoroso, alicerçado no conhecimento e na razão, um discurso que, valorizando a ética das convicções, não deixe de assentar na ética da responsabilidade. Porque é ela também a ética da República. Em nome e em defesa dos valores de abril”.