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Carris metropolitana vai reforçar em 40% a oferta existente na AML


Os primeiros autocarros da marca única Carris Metropolitana vão entrar em funcionamento já no próximo mês de junho reforçando em 40% a oferta existente na Área Metropolitana de Lisboa.

O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, que lidera também a AML, durante a sessão de assinatura das obras de expansão do Metro da capital, que foi presidida pelo primeiro-ministro, António Costa.

“Está aqui o compromisso da câmara e da AML em fazer uma estratégia de promoção do transporte coletivo que começou com o passe único, que até véspera da pandemia foi um enorme sucesso democrático, económico, social e ambiental”, afirmou o autarca.

Fernando Medina sublinhou, neste sentido, que esta aposta irá ter tradução “já no mês de junho, com a entrada dos primeiros autocarros da Carris Metropolitana, numa rede única, num sistema de informação única com um passe único”, frisando que os autocarros vão ser “mais modernos e eficientes”, permitindo um reforço “superior a 40% da oferta existente”.

O autarca socialista salientou também que a rede “funcionará sobre determinação de critérios de serviços públicos e não de critérios de responder à procura mais significativa”.

“Deixam de ser licenças de operação para passar a ser rotas e redes definidas em função do serviço público”, explicou.

Referindo-se à criação da linha circular do Metro de Lisboa, com as duas novas estações da Estrela e Santos na atual linha Verde, como forma de “desbloquear e alterar a mobilidade”, Fernando Medina salientou que haverá uma “melhoria da eficácia no centro alargado da cidade de Lisboa”.

Recorde-se que, em 18 de fevereiro do ano passado, a Área Metropolitana de Lisboa lançou um concurso público internacional no valor de 1,2 mil milhões de euros, o “maior concurso que o país já alguma vez lançou do ponto de vista de serviços rodoviários”, para melhorar o serviço de transporte público rodoviário nos seus 18 municípios. O concurso foi o primeiro passo para que a AML começasse a gerir todos os restantes transportes públicos na sua área, entre os quais a Soflusa, a Transtejo e o Metropolitano de Lisboa.

Em 1 de abril de 2019 entrou em funcionamento o novo passe único Navegante Metropolitano com um custo máximo de 40 euros mensais por utente, permitindo viajar em todos os operadores de transportes públicos na AML, uma medida integrada no Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos (PART). Foram também criados 18 passes Navegante Municipal, um para cada dos 18 concelhos que integram a AML e, neste caso, permite apenas viajar no concelho, podendo ser adquirido por 30 euros.

Os 18 municípios que integram a AML são Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.