fbpx

Resposta à crise ganha-se com investimento público virado para o futuro


Perante a maior crise sanitária, económica e social das últimas décadas, foi necessário inverter o percurso “seguido há dez anos” pela direita e tirar investimentos públicos do “congelador”, afirmou o primeiro-ministro, defendendo que em política é preciso valorizar a “paciência e a resiliência”.

Falando esta manhã em Lisboa, no final da sessão de assinatura das obras de expansão do Metropolitano, que vão ligar as estações do Rato ao Cais do Sodré com a construção de duas novas paragens na Estrela e em Santos, uma obra que deverá estar concluída em 2024 e que está orçada em cerca de 210 milhões de euros, o primeiro-ministro foi perentório ao afirmar que o Governo do PS, para responder à crise económica e social provocada pela pandemia de covid-19, vai prosseguir a política pública de “tirar investimentos do congelador”, evitando assim repetir os mesmos erros que a direita urdiu durante o período da ‘troica’, quando perante um cenário de crise “a primeira decisão que tomou foi parar as obras em curso”.

De acordo com António Costa, que estava acompanhado pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, esta decisão de avançar com novos investimentos públicos, numa altura de “grandes constrangimentos” provocados pela pandemia de Covid-19, vem provar, se dúvidas houvesse, que não basta governar para os dias de hoje, ou para o dia seguinte, mas que essencial é poder olhar para o futuro com a certeza de que, “depois desta crise outras, virão”, provando, como acrescentou o primeiro-ministro, que a receita a seguir passa por vencê-las e de “conseguir concretizar objetivos”.

O que não é de todo sugerível e tem de se evitar, ainda segundo o primeiro-ministro, é repetir a receita seguida pela direita de suspender o investimento público quando o cenário é de crise, designadamente como sucedeu com as obras de modernização do metropolitano de Lisboa, lembrando António Costa a este propósito que, quando o executivo PSD/CDS governou o país, numa altura em que exercia as funções de presidente da Câmara Municipal de Lisboa, assistiu aos “resultados práticos” desta decisão política da direita, com as estações do metropolitano “encerradas, obras paralisadas e composições paradas”.

O efeito prático desta política defendida então pela direita, de estagnar o investimento público numa altura de crise em vez de responder com mais investimento, trouxe como resultado imediato, perante um evidente crescimento da cidade, uma rede de metropolitano envelhecida à espera de melhores decisões, um erro que, na opinião do primeiro-ministro, tem consequências diretas hoje na qualidade de vida da “cidade, no ambiente e na economia”.

Inverter este paradigma é, para o chefe do Governo, a decisão acertada, mesmo com o país a atravessar a “maior crise sanitária, económica e social das últimas décadas”, sustentando que apostar no alargamento da rede do metro de Lisboa, tal como vai igualmente suceder no Porto é, desde logo, estar a responder a uma antiga reivindicação da população, lembrando António Costa o “acerto” da opção do executivo socialista de transferir a tutela dos transportes públicos urbanos do “clássico Ministério das Obras Públicas para o Ministério do Ambiente”, que assumiu ser esta área uma ferramenta estruturante para a “mobilidade e para se conseguir atingir o objetivo da neutralidade carbónica em 2050”.

Ainda de acordo com o primeiro-ministro, outra boa decisão do Governo foi ter apostado igualmente na descentralização das competências próprias das autoridades de transportes, quer para os municípios, quer para as áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais, insistindo que apesar das contrariedades que sempre vão surgindo “é preciso não desistir e ter a necessária persistência”.