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PS diz que se mantém “objetivo estratégico” de vacinar 70% da população até setembro


O secretário-geral adjunto do Partido Socialista, José Luís Carneiro, destacou hoje que a vacinação contra a Covid-19 “está a resultar”, já que, “à medida que avança a campanha de vacinação, estamos a notar a imunização e a salvaguarda da vida” dos portugueses, e revelou que, até ao final de junho, toda a população com mais de 60 anos terá, pelo menos, a primeira toma da vacina.

O PS apoia a renovação do estado de emergência por mais 15 dias “por considerar que há riscos que importa acautelar e que é fundamental que o Governo disponha dos instrumentos jurídico-constitucionais para adotar as medidas consideradas necessárias para fazer face a esses mesmos riscos”, asseverou o dirigente socialista, em declarações aos jornalistas, no final da reunião realizada por videoconferência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, juntamente com a presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, Ana Catarina Mendes.

E enumerou os riscos: os níveis de incidência, “que têm vindo a aumentar”, o índice de transmissibilidade (Rt), “que também tem vindo a crescer em todo o país, e é natural que continue a crescer à medida que decorre o desconfinamento”, e as variantes britânica e sul-africana.

“Contudo, há elementos positivos”, assegurou José Luís Carneiro, tais como a vacinação, “e a prova está no facto de que, à medida que decorre a campanha de vacinação, vão havendo sinais claros da diminuição do recurso aos cuidados hospitalares, aos cuidados intensivos e também o número de óbitos, o que significa que, progressivamente, e à medida que avança a campanha de vacinação, estamos a notar a imunização e a salvaguarda da vida dos nossos concidadãos”.

“Por outro lado, soubemos também hoje da parte do responsável da unidade de missão que, até ao fim de junho, toda a população com mais de 60 anos de idade terá, pelo menos, a primeira toma da vacina, o que significa que esta perspetiva permite manter o objetivo estratégico de que, até ao fim de setembro, sejamos capazes de ter 70% da população portuguesa imunizada”, congratulou-se.

Para José Luís Carneiro, “o que isto nos diz é que, de facto, é importante a renovação do estado de emergência por mais 15 dias e, no fim destes 15 dias, avaliar os termos em que se deve proceder”.

População tem de continuar a redobrar cuidados

O secretário-geral adjunto do Partido Socialista apelou depois a que todos continuem “a redobrar cuidados”, sendo “muito prudentes do ponto de vista individual e do ponto de vista coletivo por forma a que todo o processo de desconfinamento decorra como tinha vindo a ser previsto”.

O também vice-presidente da bancada do PS defendeu que “o plano de desconfinamento deve prosseguir de acordo com o previsto”, mas considerou “importante que haja capacidade, flexibilidade, agilidade para, se necessário, atuar em termos locais com outra dureza do ponto de vista das limitações”. “É possível, perante circunstâncias localizadas, atuar de modo localizado e de modo muito preciso”, acrescentou.

Afiançando que é da vontade de todos “que este seja o último estado de emergência”, José Luís Carneiro recordou que “outros instrumentos jurídico-constitucionais existem para garantir níveis de intervenção apropriados às necessidades, como já nos demonstrou o decurso desta pandemia”.