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Ministério da educação avança em maio com plano de recuperação de aprendizagens


Reaver o tempo perdido é o desafio lançado pelo primeiro-ministro na apresentação do programa de recuperação de aprendizagens dirigido aos alunos que, por causa da pandemia, tiveram o seu processo e ensino afetado.

O primeiro-ministro anunciou ontem em Vila Real, distrito de Trás-os-Montes, à margem da inauguração das obras de recuperação da escola de São Pedro, orçadas em perto de 4,5 milhões de euros, que o Governo vai apresentar já no próximo mês de maio um programa detalhado com o propósito de ajudar os alunos a recuperar as aprendizagens que a pandemia obrigou a adiar, uma iniciativa que visa encurtar distâncias para que “não fique perdido tudo o que devia ter sido aprendido”.

De acordo com o primeiro-ministro, a estratégia de confinamento que obrigou alunos e professores a terem que recorrer como alternativa ao ensino à distância, por meio digital, atrasou de forma inexorável, “quer se queira, quer não”, o processo de aprendizagem.

Uma realidade que justifica que se avance agora com um programa detalhado capaz de ajudar os alunos a recuperar as matérias letivas que ficaram para trás, defendendo António Costa que “nada substitui o ensino presencial”, como também nada justifica que por causa da pandemia esta geração tenha de futuro que suportar “esta cicatriz” de viver com níveis inferiores de aprendizagem comparativamente aos restantes alunos que não tiveram que passar por este período conturbado.

Quanto ao plano propriamente dito de recuperação de aprendizagem, o primeiro-ministro lembrou tratar-se de um “trabalho técnico” que está já a ser coordenado no terreno pelo Ministério da Educação e que muito em breve será objeto de um alargado debate público.

O primeiro-ministro manifestou ainda satisfação pelo recente regresso às aulas presenciais das crianças dos 2º e 3º ciclos, garantindo que “tudo tem sido feito” para manter a pandemia controlada.

Destacando o esforço “muito importante” de testagem que tem sido feito a todo o pessoal docente e não docente em todo o país, e também o “esforço de vacinação maciça de todo o pessoal docente e não docente que trabalha nas escolas”, António Costa voltou a aludir que se novos dados não vierem alterar a presente realidade, será possível estender esta medida de abertura das aulas presenciais, já no próximo dia 19 deste mês, também aos alunos do ensino secundário, pedindo a todos para que mantenham as “maiores cautelas dentro e fora da escola”.