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“Fábrica do futuro” em Vila Real alia conhecimento e valor instalado no território


O primeiro-ministro deslocou-se esta manhã ao distrito de Vila Real onde foi anunciar, no âmbito do COMPETE, a constituição de uma parceria entre a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a Continental, uma das maiores empregadoras do distrito.

António Costa presidiu esta manhã na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro à assinatura de uma parceria entre a Universidade e a empresa Continental para o desenvolvimento, no âmbito do programa COMPETE, de um novo projeto de investigação sobre antenas tecnologicamente mais avançadas para veículos automóveis, uma iniciativa que António Costa designou como sendo um “projeto do futuro” e que contará com um financiamento na ordem dos 10,5 milhões de euros.

Para o primeiro-ministro, são diligências arrojadas e com perspetivas sustentadas de futuro como esta que vão ajudar Portugal a vencer a crise e a enfrentar os desafios que tem pela frente, defendendo o governante que só “pondo todos a trabalhar em conjunto” será possível alcançar o tão desejado objetivo de recuperar a economia, “derrubando os muros e criando esta permeabilidade entre a universidade e a cidade”.

Este novo projeto, que será liderado pela Continental, uma das maiores unidades empregadoras do distrito, empresa que produz componentes para automóveis e que exporta a quase totalidade da sua produção, contando com um financiamento de cerca de 10,5 milhões de euros, o que permitirá tornar esta unidade fabril, como evocou perante o chefe do Governo o diretor-geral da empresa, Miguel Pinto, “mais moderna e uma referência em termos de indústria 4.0, ao mesmo tempo que vai possibilitar o fabrico de produtos “ainda mais competitivos e de maior valor acrescentado”.

Nesta sua deslocação à UTAD, o primeiro-ministro assistiu também à apresentação de dois projetos que contam com um financiamento de cinco milhões de euros, comparticipados pelo programa Norte 2020, em áreas da alimentação animal e a instalação de uma delegação do Instituto Fraunhoffer, em Vila Real, no âmbito da agricultura de precisão e da gestão da água, iniciativas que se juntam a um outro projeto também já aprovado que incide no combate às doenças nos animais.

Ainda no âmbito desta sua visita ao distrito de Vila Real, o primeiro-ministro teve ainda ocasião para inaugurar as obras efetuadas neste estabelecimento do ensino superior no domínio da eficiência energética, iniciativa que permitiu a remoção de 35 mil metros quadrados de fibrocimento, a instalação de cerca de mil painéis fotovoltaicos e a substituição do sistema de gás natural por biomassa e a troca do sistema de iluminação convencional por tecnologia LED, intervenções que vão permitir diminuir em cerca de 70% as emissões de gases e a fatura da energia bruta para metade.

Ainda de acordo com o primeiro-ministro, “casar instituições de diferentes áreas do saber”, entre centros de produção, a cidade e a atividade económica é, no fundo, aquilo que o Governo sempre defendeu, como mencionou. E é também a “ilustração perfeita daquilo que tem de ser a nossa estratégia de desenvolvimento no futuro”, tendo ainda António Costa destacado o “novo e aliciante desafio” que traz o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com vista à criação de “alianças e agendas mobilizadoras”, que vão implicar “candidaturas que não podem ser apresentadas só por uma autarquia, uma só universidade ou apenas por uma só empresa”, mas apresentadas em conjunto “numa verdadeira aliança”.