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António Costa saúda acordo para “distribuição solidária” de vacinas na UE


Presidência portuguesa consegue entendimento para a “partilha solidária” de 10 milhões de vacinas que vão permitir vacinar “45% da população até ao final de junho”, anunciou António Costa.

“Saúdo o acordo hoje alcançado para a partilha solidária de vacinas entre os Estados-membros da União Europeia, que possibilita a vacinação em todos de pelo menos 45% da população até ao final de junho”, avançou o primeiro-ministro António Costa.

Numa mensagem divulgada na quinta-feira, o líder socialista anunciou que a presidência portuguesa do Conselho Europeu, após dois dias de negociações intensas entre os embaixadores dos 27 em Bruxelas, chegou a um acordo com os Estados-membros para uma “distribuição solidária” de 10 milhões de doses da vacina da BioNTech-Pfizer, as quais estavam previstas serem entregues no segundo semestre do ano.

A mensagem refere, ainda, que cerca de 3 milhões de vacinas serão reservadas para os Estados-membros mais necessitados.

António Costa sublinha que, chegados a este acordo, “importa acelerar a vacinação e pôr em marcha uma recuperação justa, verde e digital”.

Este importante acordo não foi, no entanto, subscrito pela Áustria, República Checa e Eslovénia, visto que, apesar dos dados demonstrarem que não se encontram entre os mais carenciados, reclamavam mais vacinas e recusaram-se a prescindir das doses que lhes cabem de acordo com a matriz de repartição das vacinas que tem vindo a ser utilizada – em função da população – e compensar, numa lógica de “distribuição solidária” os Estados-membros efetivamente mais carenciados, designadamente a Bulgária, Estónia, Letónia, Eslováquia e Croácia.