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Plano de recuperação de aprendizagens apresentado em maio


O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje que o Governo vai apresentar em maio o Plano de Recuperação de Aprendizagens 21/23, assegurando que é essencial “tratar” as consequências negativas deixadas às crianças e jovens pela epidemia de Covid-19.

No final de uma reunião de trabalho com equipa do Ministério da Educação sobre a preparação do Plano de Recuperação de Aprendizagens 21/23, António Costa realçou ser “essencial tratar as marcas da pandemia nas crianças e jovens”, avançando que o documento, que resultará do trabalho de uma equipa multidisciplinar, será apresentado publicamente no próximo mês de maio.

A equipa multidisciplinar será constituída por diversos especialistas, nomeadamente, Margarida Gaspar de Matos, professora catedrática e coordenadora nacional de um estudo da Organização Mundial de Saúde sobre comportamentos e saúde mental dos adolescentes, Susana Monteiro, da Ordem dos Psicólogos, onde preside o conselho de especialidade de Psicologia do Trabalho, Social e das Organizações, Susana Peralta, economista e professora da Universidade Nova, e José Verdasca, coordenador do Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, bem como professores e diretores de escolas de várias regiões do país. O Ministério da Educação irá ainda ouvir várias entidades recolhendo contributos para o processo.

As recomendações da equipa multidisciplinar deverão ser conhecidas durante o mês de abril, ficando a sua apresentação pública para maio, a tempo de preparar a implementação do plano junto da comunidade educativa.

Na terça-feira, durante uma audição parlamentar, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, deixou claro a garantia de que o “espírito” do plano de recuperação de aprendizagens “é garantir que ninguém fica para trás”, adiantando que as aprendizagens dos alunos perdidas durante o ensino à distância não serão recuperadas com sobrecarga de mais horas de aulas.

“Não é despejando horas e mais horas e mais do mesmo que os alunos que ficaram mais para trás avançam”, disse João Costa, sublinhando que o plano terá em conta soluções “curriculares, pedagógicas e organizacionais” das escolas.

“Às vezes é necessário andar com mais segurança para se chegar mais longe em vez de garantir que apenas uns felizes contemplados chegam mais longe enquanto os outros ficam mais para trás. Esse será o espírito deste plano”, afirmou.

Na mesma audição parlamentar, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, salientou que desde o início das aulas, em setembro, os professores nas escolas têm aferido os conhecimentos dos alunos, além de todo o trabalho de tutorias, serviço de psicologia e de orientação.