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Portugal vai triplicar a administração de vacinas em Abril


No próximo mês de abril, Portugal “vai triplicar o esforço de administração de vacinas”, garantiu o primeiro-ministro este fim de semana, durante uma visita ao Pavilhão Multiusos de Odivelas, em Lisboa, um dos locais do país onde começou a vacinação maciça de docentes e não docentes.

No final de uma visita que realizou este fim de semana a Odivelas, onde pode presenciar a forma como decorria o processo de vacinação a docentes e não docentes, o primeiro-ministro, que estava acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, pelo coordenador da ‘task-force’, o vice-almirante Gouveia e Melo, e pelo presidente da Câmara Municipal, o socialista Hugo Martins, depois de deixar a garantia de que Portugal está preparado para “triplicar a administração de vacinas” já no próximo mês de abril”, referiu-se a este processo de vacinação a professores e ao pessoal não docente como um “exercício com a dupla função” de “dar segurança a todos os que trabalham nas escolas e de teste a estes postos de vacinação rápida”, frisando que, em maio, Portugal “receberá ainda mais do que os 1,8 milhões de vacinas previstas para abril”.

De acordo com António Costa, esta é a altura certa para se testar a capacidade do país para responder à administração de vacinas em larga escala já no próximo mês de abril e a um aumento substancial no mês seguinte, lembrando que, tal como tem sido anunciado pela ‘task-force’ da vacinação, Portugal só em abril “vai receber tantas vacinas quantas recebeu em janeiro, fevereiro e março”.

O primeiro-ministro fez ainda uma referência ao prazo de conclusão da vacinação aos docentes e não docentes, lembrando que a data prevista será entre 10 e 11 de abril, uma vez que “não haverá vacinação no fim de semana da Páscoa”, mostrando-se convicto de que, “em termos de escala”, esta é sem dúvida uma nova fase da vacinação em Portugal que obriga a uma acrescida logística, garantindo tratar-se, contudo, de um “bom problema para o país”.

Para responder a este acrescido esforço, todo o processo que tem vindo a decorrer em centros de saúde passará a ser “complementado” com 150 novos postos de vacinação rápida a disseminar por todo o território nacional.

De acordo com António Costa, este espaço de Odivelas é um dos exemplos, uma vez que se prevê que passe a haver a administração de cem mil vacinas por dia, “sete dias por semana”, operação que contará com os recursos humanos necessários e suficientes do Serviço Nacional de Saúde, estando ainda aberta a hipótese, como referiu, de se poder contratar técnicos de saúde “fora do SNS”.

44 mil profissionais de escolas vacinados no sábado

Em Faro, onde acompanhou o processo de vacinação na escola secundária Pinheiro e Rosa, o ministro da Educação adiantou que tinham sido já vacinados 44.000 docentes e não docentes durante o dia de sábado, “entre os centros de saúde, os grandes centros de vacinação, que existem nos centros urbanos de maior dimensão e que já estão preparados ou em preparação, e também através de escolas”.

“Hoje [domingo] é também um dia importante, conseguimos multiplicar por dois aquilo que conseguimos no dia de ontem [sábado] e, necessariamente, teremos também aqui a atenção de, não no próximo fim de semana, mas no fim de semana de 11 e 12 [de abril], continuar este processo de vacinação dos profissionais da educação”, antecipou.

O ministro considerou que este “é um número importante” e que dá “esperança” de que é possível “escalar esta vacinação”, porque o “sistema de saúde está preparado” e as “escolas estão aqui também, se necessário, para coadjuvar” no processo de imunização da população portuguesa.

Tiago Brandão Rodrigues deixou ainda uma “palavra de agradecimento” a todos os que nos sistemas educativo e de saúde estão a trabalhar no processo de vacinação e reiterou a mensagem de “sensibilização” para que as pessoas “não recusem de todo a vacina”.

“É também através deste altruísmo que nos vacinamos por nós, mas também pelos nossos vizinhos, pelos nossos familiares, pelos nossos pais, pelos nossos filhos, pelos nossos alunos e por aqueles que trabalham connosco”, argumentou.

Tiago Brandão Rodrigues sublinhou, também, que o Governo “está a trabalhar” para melhorar as condições dos professores e do sistema educativo, realçando que o processo de vacinação é também uma importante medida para criar melhores condições no sistema de ensino.

A vacinação dos professores e trabalhadores não-docentes do pré-escolar e 1º ciclo contra a Covid-19 arrancou no fim de semana em todo o país, num processo que vai envolver quase 80 mil profissionais da educação.

No total, estão incluídos nesta primeira fase cerca de 78.700 professores e funcionários do pré-escolar, primeiro ciclo e também da ‘Escola a Tempo Inteiro’, abrangendo os setores público e privado.