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Tentativas de “encontrar brechas” para ataque político não ajudam o país a combater a pandemia


O vice-presidente da bancada do PS Luís Testa alertou hoje, no Parlamento, os partidos da oposição para o dever de, consensualmente, se encontrar “as melhores soluções para defender o país e as populações” durante a pandemia, em vez de uma tentativa constante de “encontrar brechas”, com o único propósito de “fazer ataque político”.

Luís Testa recordou, durante a discussão sobre o relatório da aplicação do estado de emergência entre 16 e 30 de janeiro – “o período mais difícil que o país viveu desde o início da pandemia” –, que “janeiro não foi um mês a brincar, foi um mês muito sério para quem teve que tomar decisões, para quem teve que sofrer com as decisões que eram tomadas, porque eram reais, necessárias e também graves, mas foi sobretudo um mês dramático para as populações que se confrontaram com o cada vez mais escalado número de infeções, de doentes internados, de doentes internados em cuidados intensivos e, infelizmente, com um número maior de óbitos”.

Perante este cenário, “era necessário tomar as medidas que vieram a ser tomadas” pelo Executivo, que “resultaram”, frisou o socialista, conforme se pode comprovar com os números da evolução pandémica que têm sido divulgados pela Direção-Geral da Saúde.

Ora, ao Partido Socialista espanta que, “perante uma crise e perante uma realidade tão desconhecida, haja tantas certezas” por parte de outros partidos, como o PSD, que “antes do Natal defendia o desconfinamento para libertar as populações para um período próprio das famílias” e agora vem “penitenciar-se por aquilo que defendeu antes do Natal”, notou o deputado do PS.

Luís Testa deixou, pois, um aviso: “Num período em que devíamos estar todos convocados para, consensualmente, encontrarmos as melhores soluções para defender o país e as populações, aquilo que os partidos da oposição tentam é encontrar brechas – porque sempre haverá brechas – numa resposta, que nunca é absoluta, para fazer ataque político. Isso pode favorecer o PSD, pode favorecer o CDS, mas não responde às necessidades do país”.

O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS dirigiu-se depois à bancada do Bloco de Esquerda para asseverar que o compromisso do Governo e do Partido Socialista “era reforçar o Serviço Nacional de Saúde”, dotando-o “com mais pessoal”, e isso foi feito.

“Hoje são praticamente mais 10 mil profissionais de saúde do que há um ano. Quem faltou ao país é quem também tinha este compromisso e não viabilizou o Orçamento do Estado para este ano”, vincou.