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Esforço feito pelos portugueses no confinamento não pode ser “deitado por terra”


O secretário-geral adjunto do Partido Socialista, José Luís Carneiro, considerou ontem “animadores” os números de contágios pela doença de Covid-19, que têm vindo a baixar, e defendeu que o confinamento geral deve continuar para que “não se deite por terra” todo o esforço realizado pelos portugueses.

“Os números que hoje foram conhecidos na reunião do Infarmed são muito animadores, pela primeira vez desde o início da pandemia temos o número de contágios – denominado Rt – mais baixo de sempre, situando-se nos 0,66, o que demonstra que o esforço que está a ser feito pelos portugueses tem tido resultados”, congratulou-se em declarações aos jornalistas, na sede da Federação do Partido Socialista do Porto.

Assim, o confinamento geral obrigatório tem de continuar nas próximas semanas para “não se deitar por terra” tudo o que tem sido feito, frisou o dirigente socialista, que apontou que os números dos recursos aos cuidados hospitalares e intensivos também são positivos, mas têm de baixar ainda mais.

O prolongamento do confinamento é importante também para se garantir que a resposta do Serviço Nacional de Saúde continua a ser “eficiente e segura”, quer para doentes Covid-19, quer para os restantes, explicou o vice-presidente da bancada socialista. O que está em causa não é apenas a questão das infraestruturas, é também a finitude dos recursos humanos nos setores público, social e privado, adiantou.

Para José Luís Carneiro, “em meados de março poderemos reavaliar e começarmos, então aí, a perspetivar as condições em que poderá ocorrer o desconfinamento”.

Relativamente ao processo de vacinação, o secretário-geral adjunto do PS disse que se Portugal conseguir garantir a imunização de 70% da população até final de setembro estará a cumprir um “ambicioso objetivo, dado o atraso das farmacêuticas”.