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Desconfinamento começará pelas escolas


A dirigente socialista e ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, assinalou este sábado que o desconfinamento começará pelas escolas, assim que estejam reunidas as condições para a sua reabertura, referindo, aliás, que o Governo já manifestou essa intenção.

Falando no encerramento do fórum promovido pela Juventude Socialista (JS), por videoconferência, com o tema ‘Vencer o futuro – Faz ouvir a tua voz’, Mariana Vieira da Silva teve oportunidade de responder a intervenções centradas sobre o encerramento das escolas como medida necessária para conter a propagação de Covid-19, acompanhando as preocupações que foram expressas pelos participantes.

“Eu queria dizer que me revejo nesse problema. Não é por acaso que se procurou evitar o encerramento de escolas até ao limite do possível e que o Governo também já disse que é precisamente pelas escolas que recomeçará o desconfinamento”, afirmou.

Na sua intervenção, Mariana Vieira da Silva assinalou, contudo, algumas das respostas que os estabelecimentos de ensino continuam a dar aos alunos, nomeadamente os mais carenciados, realçando que, “apesar de as escolas estarem fechadas, são servidas cerca de 18% das refeições normais de um período de não encerramento de escolas”, o que “não é um valor assim tão pequeno”.

Por outro lado, realçou também que “neste encerramento de escolas se incluíram medidas que não existiram no primeiro, nomeadamente a possibilidade de alunos com terapias adicionais, com necessidades educativas especiais continuarem a ir à escola presencialmente – e estão a ir”.

Também é possível agora, como salientou, identificar “alunos que precisam de estar presencialmente na escola, não podem estar na escola à distância”, observando que “muitas vezes desvalorizamos esse trabalho que está a ser feito”.

Quanto à expetativa em torno de um alívio para breve das medidas de confinamento, ou de um maior regresso à normalidade, a governante e dirigente socialista disse que este é ainda, neste momento, um cenário prematuro de ser equacionado. “A nossa vida tem sido muito marcada pela pandemia e eu queria dizer que vai continuar a ser”, advertiu.

Na última quinta-feira, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência apontou o número ainda “muitíssimo elevado” de pessoas internadas em cuidados intensivos, ressalvando que este cenário “não é compatível” com a criação de “uma expectativa de um desconfinamento para breve”.

“Sendo animador o caminho que estamos a fazer, é ainda muito cedo para pensar que ele está perto do fim”, reforçou.