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Governo continua a reforçar o SNS


“Há mais vida para além da Covid”, disse ontem o primeiro-ministro em Évora, na adjudicação da obra do novo Hospital Central do Alentejo. O novo equipamento vai servir mais de 500 mil pessoas e custará 200 milhões de euros.

António Costa afirmou esta segunda-feira que, apesar do esforço que o combate à Covid exige, o Governo continua a reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e mantém-se apostado em melhorar a capacidade da rede hospitalar no país, porque, como disse o primeiro-ministro, “há vida para além do Covid”.

A declaração foi proferida durante a cerimónia de assinatura da adjudicação da obra do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, que contou também com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido.

O novo hospital terá um custo de 200 milhões de euros, dos quais 40 milhões são provenientes de fundos europeus. O apoio da União Europeia é “fundamental”, mas, como salientou António Costa, “o grande esforço é do orçamento nacional. E é um esforço que é necessário e que temos de continuar a prosseguir”, avançou o chefe do Governo.

António Costa destacou outros investimentos que estão previstos para reforçar a rede de infraestruturas de saúde, como seja a construção dos hospitais do Seixal, Sintra e Oriental de Lisboa, bem como as dezenas de novos centros de cuidados de saúde primários, além da rede de cuidados continuados integrados e o desenvolvimento do plano de saúde mental.

Para o líder socialista, o novo hospital em Évora é “um bom testemunho de como a resposta à crise que estamos a viver é completamente diferente da resposta que se deu à crise que vivemos em 2011”.

António Costa recordou que, perante a crise anterior, o governo liderado pelos sociais-democratas optou por “suspender o investimento público, designadamente, a construção deste hospital”. Por seu lado, a resposta a esta crise do atual Governo PS “é precisamente a oposta”, porque, acrescentou, “num momento de crise tão profunda”, o Estado “tem de mobilizar os seus recursos, os recursos europeus e, assim, contribuir para a melhoria económica do país”.

Mais de 500 mil utentes

O novo hospital Central do Alentejo vai garantir as respostas necessárias a toda a população da região alentejana, com uma área de influência de primeira linha para cerca de 200 mil pessoas e de segunda linha para mais de 500 mil pessoas.

A futura unidade hospitalar terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que poderá ser alargada até 487 camas.

O hospital contará com o total de 11 blocos operatórios, dos quais três para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e dois para atividade de urgência, sendo que serão ainda criados cinco postos de pré-operatório.

O novo hospital do Alentejo contará, ainda com:

  • mais alto nível tecnológico, caracterizado pela existência de uma componente de radioterapia, de medicina nuclear e de procedimentos angiográficos de diagnóstico e terapêutica, permitindo responder às necessidades da população no Alentejo, reduzindo significativamente o recurso a viagens a Lisboa, com benefícios de qualidade para o doente e de redução dos custos de transporte;
  • 30 camas de cuidados intensivos ou intermédios, distribuídas por cuidados polivalentes, coronários e intermédios, várias salas para a realização de exames especiais e 40 de postos de recobro, distribuídos por 3 tipologias;
  • elevado desenvolvimento das áreas de ambulatório, traduzido nos espaços dedicados a consultas, hospital de dia, meios complementares de diagnóstico e terapêutica e cirurgia de ambulatório;
  • especialidades que têm atualmente falta de condições, como cirurgia plástica, cirurgia vascular, imunoalergologia e neurocirurgia, serão desenvolvidas;
  • especialidades como cirurgia maxilo-facial, reumatologia e infeciologia voltarão a existir no novo hospital;
  • novas especialidades para responder à grave carência existente, tais como medicina nuclear (cujos exames são agora maioritariamente realizados em Lisboa) e cuidados paliativos, cujo internamento de 15 camas vai permitir o otimizar o internamento de oncologia, medicina interna e aliviar o serviço de urgência.
  • elevado nível de informatização das áreas clínicas e de automatização dos processos de suporte à atividade com distribuição robotizada, permitindo a integração da informação e uma maior eficiência nas tarefas administrativas dos profissionais.

O novo hospital Central do Alentejo ficará localizado na periferia da cidade de Évora e deverá estar concluído em 2023.