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PS definiu posição sobre presidenciais “no momento próprio”


O Secretário-geral do PS, António Costa, afirmou hoje que o Partido Socialista pronunciou-se sobre as eleições presidenciais naquele que foi “o momento próprio”, ao reservar o debate sobre o tema para o órgão máximo do partido entre congressos e quando o quadro de candidaturas já se encontra consolidado.

António Costa assumiu esta posição em conferência de imprensa no final da reunião da Comissão Nacional do PS, que aprovou por larga maioria uma moção de orientação que defende a liberdade de voto em relação a todos os candidatos presidenciais que se situem na diversidade do campo democrático.

“Se o PS tem o entendimento, como sempre teve, que não cabe aos partidos apresentarem candidatos, mas pronunciar-se sobre as candidaturas que emergem na sociedade, teria então sido estranho se o partido não tivesse dado tempo para quem surgisse como candidato, de forma a que pudéssemos avaliar o quadro de candidaturas em presença”, afirmou.

“Creio que já não é previsível que na área da esquerda democrática possam emergir mais candidaturas que justifiquem uma reapreciação pelo PS da posição agora tomada. O facto de ter sido concedido todo o tempo necessário para que pudessem emergir candidaturas permitiu ao PS tomar a decisão no momento próprio”, sublinhou ainda o líder socialista.

PSD ultrapassou “linha vermelha” em acordo com o Chega e deve explicação ao país

Na conferência de imprensa, o líder socialista referiu-se também ao acordo estabelecido pelo PSD com o Chega, um partido de “extrema-direita xenófoba”, para viabilizar uma solução de governo nos Açores, considerando que o principal partido da direita democrática portuguesa “ultrapassou uma linha vermelha” e que o seu líder, Rui Rio, deve uma explicação ao país.

“A Comissão Nacional do PS salienta o facto da maior gravidade que constitui o PSD ter ultrapassado a linha vermelha de toda a direita europeia democrática ao celebrar um acordo com um partido de extrema-direita xenófoba. O PSD afastou-se assim dos bons exemplos da chanceler Angela Merkel na Alemanha, que recusou liminarmente qualquer acordo com a extrema-direita na formação de governos regionais, ou mais recentemente do Partido Popular (PP) de Espanha, com Pablo Casado, rejeitou juntar-se à extrema-direita na votação de uma moção de censura”, afirmou António Costa.

Para o Secretário-geral do PS, que tinha ao seu lado o presidente do partido, Carlos César, também antigo líder do Governo Regional dos Açores, “independentemente daquilo que diga o acordo que é mantido secreto, o simples facto de ter havido um acordo entre um partido de direita democrática e extrema-direita xenófoba é em si próprio da maior gravidade”. “A normalização da extrema-direita xenófoba é abrir a porta aos inimigos da democracia e nunca se pode esquecer que, quem é xenófobo, ofende o princípio basilar da igualdade da pessoa humana”, disse, de forma contundente, sublinhando que o PSD “deve ao país uma explicação”.