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Portugal quer celeridade para fazer chegar os recursos à economia real do país


O primeiro-ministro, António Costa, entregou hoje, em Bruxelas, o primeiro esboço do Plano de Recuperação e Resiliência à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fazendo votos para que os fundos sejam rapidamente aprovados para poderem chegar à “economia real” do país.

“Tive a oportunidade de entregar à presidente da Comissão a primeira versão do nosso programa de recuperação e resiliência. Espero que possa haver um acordo entre o Conselho e o Parlamento Europeu e que tudo seja aprovado a tempo e horas e para que, no próximo ano, possamos arrancar com este plano”, referiu António Costa. 

“Temos o conjunto de projetos já identificados, entregamo-los agora à Comissão, vamos continuar a trabalhar com a Comissão, e esperamos que esteja tudo pronto para que, assim que os recursos estiverem disponíveis, eles possam começar a ser investidos, chegar à economia real e contribuir para a recuperação económica do país”, afirmou o primeiro-ministro.

O líder do Governo português referiu também que Ursula von der Leyen “ficou muito contente” com a entrega do plano português, “senão o primeiro, um dos primeiros a ser entregue”, por ser o primeiro passo para a concretização de um projeto em que a Comissão Europeia “se empenhou muito” e que António Costa qualificou de “passo histórico”. 

“É um bom sinal para a Comissão – que se empenhou muito em dar este passo histórico que é a emissão de dívida conjunta, e que constitui uma ‘bazuca’ para a economia europeia – ver que os países estão a trabalhar e têm projetos concretos para corresponder àquilo que é o reforço da União Europeia”, afirmou. 

Antes do encontro com Von der Leyen, António Costa encontrou-se com o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, reunião que teve como ponto de agenda as negociações entre o Conselho e o PE relativamente ao próximo Quadro Financeiro Plurianual e Fundo de Recuperação e Resiliência. 

O chefe do Governo assinalou, a propósito deste encontro, o apoio de Portugal às “boas propostas” da presidência alemã, no sentido de “trabalhar com a senhora Merkel para que seja possível obter um acordo o mais rápido possível”.

“A situação hoje é muito distinta da que tínhamos em julho passado: em julho havia vários países que achavam que, por graça divina, estavam imunes à contaminação da Covid-19. Hoje, infelizmente, a pandemia tem estado a crescer em todos os países europeus, todos estão a ser muito atingidos, mesmo alguns que foram poupados na primeira vaga e, portanto, hoje todos sentem mais a necessidade e a urgência de termos este programa de recuperação e resiliência aprovados”, completou o primeiro-ministro.

David Sassoli também publicou uma mensagem, em português, referindo-se ao encontro com António Costa, onde afirma que “espera que o Conselho não ouça só o pedido do PE, mas também os líderes de países como Portugal”.

“Tem sido um prazer trocar opiniões com António Costa. Partilhamos a ideia de que é urgente fazer avançar o Quadro Financeiro Plurianual. Esperamos que o Conselho Europeu ouça não só o pedido do PE, mas também os líderes de países como Portugal, com uma grande vocação europeísta”, disse o presidente do Parlamento Europeu.

António Costa encontra-se em Bruxelas, numa deslocação de dois dias, participando hoje e amanhã na reunião do Conselho Europeu.