fbpx

Porto de Sines é “excelente exemplo de investimento público”


O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou hoje que o porto de Sines deve afirmar-se como “um polo de desenvolvimento da Região do Alentejo” e contribuir decisivamente para a industrialização de Portugal.

O governante falava na sessão de apresentação do Plano Estratégico da Administração do Porto de Sines 2020-2025, em Sines, onde sublinhou o papel do Estado como “um parceiro fundamental”, sobretudo numa altura em que “os investidores privados, perante a situação que hoje se vive no mundo, retraem o seu investimento”.

“O porto de Sines é um excelente exemplo de que o Estado e o país fazem apostas certas e importantes”, referiu Pedro Nuno Santos, sublinhando que a infraestrutura portuária é já hoje a maior do país e um dos principais portos da União Europeia e Península Ibérica, acrescentando que é também “um excelente exemplo da importância do investimento público, para a recuperação e para o desenvolvimento do país”.

“Que esse investimento sirva para mudarmos a forma como nós vivemos, como nós nos relacionamos e como a nossa economia funciona”, afirmou, referindo ainda a importância do porto de Sines para os desafios “da descarbonização, da digitalização e da industrialização”.

“O que queremos em Sines é indústria. Queremos que Sines possa ter mais gente e ser um polo de desenvolvimento da região do Alentejo”, disse ainda.

Plano Estratégico

O Plano Estratégico do porto de Sines, agora apresentado, foi realizado pelo Centro de Estudos em Gestão e Economia Aplicada (CEGEA), da Universidade Católica do Porto, assentando em três eixos estratégicos: garantia de conetividade física (interna e externa), ambição de gestão de parte da rede de transportes e compromisso firme com a sustentabilidade.

O plano está ainda focado numa maior abertura à comunidade externa e numa maior vocação comercial, sobretudo para o interior ibérico, prevendo um esforço de investimento em sistemas de informação, business intelligence e qualificação dos recursos humanos.

Assume também que o desenvolvimento futuro de Sines passa por uma reconfiguração das suas competências, alargando a sua esfera de intervenção, bem como um papel mais ativo na expansão do seu próprio mercado e na criação de novas oportunidades de captação de carga, traduzidas em maior volume de movimentos portuários.

Terminal Vasco da Gama

Relativamente ao concurso para a construção e concessão do futuro Terminal Vasco da Gama, cujo investimento total será de 642 milhões de euros, o mesmo encontra-se em fase de apresentação de propostas até 6 de abril de 2021. O terminal passará assim a ter uma capacidade de movimentação anual de 3,5 milhões de TEU (unidade de medida de carga) e um cais com um comprimento de 1.375 metros, com 3 posições de acostagem simultânea dos maiores navios do mundo.