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Portugal tem demonstrado “o melhor de si e o melhor da Europa”


De visita de trabalho à capital portuguesa, a presidente da Comissão Europeia não poupou elogios ao país e ao Governo português de António Costa, enalteceu a cidade de Lisboa, exaltou os avanços na área do digital e climáticos do país e citou Camões.

Na sua primeira visita a Portugal desde que assumiu a liderança da Comissão Europeia, a alemã Ursula Von der Leyen afirmou esta manhã na Fundação Champalimaud, em Lisboa, ao lado do primeiro-ministro, António Costa, que Portugal é hoje um dos países europeus mais bem posicionados para “tirar o máximo” do fundo de recuperação da União Europeia, defendendo que a este facto não é alheio o caminho que o país percorreu nos últimos anos ao ter aprovado um conjunto importante e alargado de reformas económicas, sociais e políticas, destacando, entre outras, o “brilhante exemplo das renováveis”.

Ursula Von der Leyen apontou Lisboa como o “lugar perfeito para se falar de futuro”, destacando a este propósito, a “mistura de tradição e de modernidade” que a capital portuguesa representa, não poupando elogios à “inovação e à resiliência de Portugal e dos portugueses”, lembrando também o desempenho exemplar do país na luta contra a pandemia do novo coronavírus, salientando a este propósito a “humildade, responsabilidade e solidariedade”, que Portugal tem demonstrado em toda esta crise, exibindo “o melhor de si e o melhor da Europa”.

A líder da Comissão Europeia deslocou-se a Portugal para discutir o Plano de Recuperação e Resiliência que o Governo português vai apresentar em Bruxelas no próximo dia 15 de outubro, adiantando, pelo que já lhe foi possível observar, que ele “espelha as ambições e as prioridades” reivindicadas pelas novas gerações da União Europeia, tanto no “tipo de reformas que propõe como nos investimentos que defende”, mostrando-se convicta de que este documento não deverá ter dificuldades em passar no crivo dos técnicos europeus.

A presidente da Comissão Europeia aproveitou ainda para lançar um rasgado elogio ao Governo de António Costa pela “decisão histórica” de ter estendidomesmo que de forma temporária, aos migrantes e refugiados o acesso à Segurança Social e ao Serviço Nacional de Saúde, lembrando que este é um legado que sempre fez parte do caráter português, referindo a propósito a influência que durante séculos os portugueses tiveram na Europa e no mundo e das mais variadas formas, quer “intelectualmente, quer culturalmente, quer ainda politicamente”, voltando a sublinhar que “Portugal é um país de grandes exploradores e de pioneiros que nunca temeram aventurar-se no desconhecido”, um país, como rematou, que soube navegar “em águas desconhecidas”, citando aqui Camões “por mares nunca antes navegados”.