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Um PS forte, unido e de proximidade garante que “ninguém fica para trás”


A presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista defendeu, no passado sábado, a implementação de uma estratégia nacional de combate à pobreza para ajudar a ultrapassar a crise causada pela pandemia de Covid-19.

“É preciso que os socialistas nas autarquias e no Governo continuem a dar resposta para combater a pobreza com toda a nossa energia”, frisou Ana Catarina Mendes no encerramento do Congresso da Federação do PS de Santarém, antes de sublinhar a importância de se consolidar uma estratégia nacional de combate à pobreza, que “aumentou fruto não de uma política do Governo, mas fruto desta pandemia e deste vírus desconhecido”.

A líder parlamentar do PS mencionou depois uma “nova proteção social que há de ser criada no próximo Orçamento do Estado para responder às dificuldades de muitos cidadãos, que vão enfrentar uma situação económica difícil”.

A doença de Covid-19 surgiu quando “o Governo do Partido Socialista tinha devolvido às pessoas confiança, direitos, emprego, rendimentos, reforçado os nossos serviços públicos, desde logo o Serviço Nacional de Saúde ou a nossa escola pública”, recordou.

Para Ana Catarina Mendes, numa altura em que “um desconhecido apareceu e virou as nossas vidas ao contrário”, é “gratificante que sejam os socialistas a estar na maioria das câmaras deste país e que sejam os socialistas a governar”, porque desta forma é possível continuar a “reforçar o Serviço Nacional e Saúde para responder às necessidades” de todos os portugueses.

“Mas foi também por termos um Governo socialista e por termos feito as coisas bem-feitas nestes cinco anos que permitiu que muitos dos trabalhadores que tiveram que ficar em casa gozassem de proteção social e que as empresas com isso não perdessem, e é por isso que a medida do ‘lay-off’ foi tão importante para tantas pessoas”, acrescentou.

“Nestes meses foi possível reforçar não só o subsídio de desemprego, mas o subsídio social de desemprego, como também – pela mão do Grupo Parlamentar do Partido Socialista – todos aqueles que não tinham proteção social até aqui passaram a ter proteção social”, uma medida “justa” que “confere dignidade a cada uma das pessoas”, defendeu a dirigente socialista.

A pandemia também coloca um desafio às relações laborais, vincou a líder parlamentar do PS, que garantiu que “o teletrabalho está aí para ficar”. Mas alertou que “não pode haver, a troco de uma pandemia, uma legislação de teletrabalho que gere exploração do trabalhador. Isso os socialistas não podem aceitar”.

Agendas para alterações climáticas e digitalização da economia

“O curioso é que ninguém diga, e convém que sejam os socialistas a lembrar, que olhando para o nosso programa eleitoral e olhando para o nosso programa de Governo, com esta pandemia apenas acelerámos a agenda que já tínhamos”, ou seja, “uma agenda para as alterações climáticas com metas definidas que têm que ser antecipadas” e “uma agenda para a digitalização da economia com metas determinadas que tem que ser antecipada, porque a nossa economia também vai ter que sofrer uma alteração”, sublinhou Ana Catarina Mendes.

E alertou todos os presentes no Congresso que “se queremos ser competitivos na Europa e no mundo, esta pandemia demonstrou também que só uma reindustrialização dos nossos Estados é que permite fazer face às necessidades que aí temos e não dependermos de países terceiros fora da União Europeia”.

A presidente da bancada socialista asseverou depois a verdade inscrita no slogan do PS ‘Ninguém fica para trás’, garantindo que nem os mais jovens nem os mais idosos vão deixar de estar protegidos.

“O Partido Socialista tem de estar concentrado numa agenda para os mais jovens, uma agenda que lhes permita ter emprego, habitação, qualificação e estar preparados para as alterações que aí vêm no mercado de trabalho”, referiu Ana Catarina Mendes, acrescentando que “um PS forte, unido, de proximidade, capaz de responder aos problemas das pessoas” é o partido que está em melhores condições na sociedade portuguesa para “vencer o extremismo, o populismo e o radicalismo”.