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Mobilizar o país para controlar a pandemia, recuperar Portugal e cuidar do futuro


O Secretário-geral do PS, António Costa, afirmou hoje no Porto que a prioridade dos socialistas é mobilizar o conjunto do país para responder aos desafios de controlar a pandemia, proteger os portugueses, recuperar a economia e cuidar do futuro.

“Esta é uma batalha que temos de travar em conjunto e para isso, que não haja distrações: controlar a pandemia, recuperar o país, cuidar do futuro, estas são as três prioridades do PS”, defendeu.

Intervindo na abertura do XIX Congresso da Federação Distrital do Porto, em Matosinhos, António Costa, começou por dirigir uma saudação aos militantes do Porto, “que têm estado sempre na linha da frente do combate politico e da representação do PS a nível nacional e europeu”, lembrando, depois, que o país vai entrar num período “particularmente crítico” do combate à pandemia, com o regresso de férias de muitos portugueses, o início do ano letivo e a retoma da atividade

“Não podemos descurar a atenção”, alertou, insistindo na necessidade de que todos cumpram o seu papel e sigam as regras de segurança, realçando que esta é a melhor forma de os portugueses ajudarem os profissionais de saúde.

O líder socialista apontou depois à exigência de responder à crise sanitaria, económica e social, sublinhando a “particular responsabilidade” do PS em assumir a liderança deste desafio.

“Não nos podemos distrair, nem perder o foco. Aquilo em que nos temos de centrar é aquilo que mais preocupa hoje os portugueses, que os angustia e a que o PS tem de dar resposta”, afirmou António Costa, elencando as três prioridades decisivas para Portugal vencer este combate.

Em primeiro lugar, referiu, “a necessidade de controlarmos a pandemia”, para assegurar a proteção dos portugueses, limitando o número de vítimas e de infetados, e tudo fazendo para que o país não corra o risco de voltar a parar, o que, advertiu, teria um custo “absolutamente insuportável”.

Em segundo lugar, “recuperar o país”, para salvar as empresas que estão ameaçadas de falência, para garantir a proteção do emprego que está ameaçado e para voltarmos a criar emprego, para empregar aqueles que perderam o emprego e aqueles que vão saindo todos os anos do sistema educativo e a quem temos de abrir as portas e dar a garantia que é em Portugal que podem construir o seu futuro”.

Finalmente, completou, “cuidar do futuro”, considerando ser fundamental, neste particular, a construção de um consenso político alargado em torno da aplicação do próximo quadro de fundos europeus, que António Costa afirmou ser “uma oportunidade única” que o país tem que saber aproveitar, projetando-se a uma década, em articulação com o Plano Nacional de Infraestruturas e o desenho da visão estratégica para a Recuperação e Resiliência da economia.

“Não basta olhar para orçamento de cada ano para recuperar o país e para reconstruir e cuidar do nosso futuro, o orçamento do ano é só isso, o orçamento do ano, a recuperação do país vai requerer seguramente mais do que um ano de trabalho e o nosso futuro tem muitos anos pela frente”, explicou o líder do PS e primeiro-ministro.

“Tem de ser uma visão mais ambiciosa de recuperação económica do país e sobretudo de construir um país que saia desta crise mais forte, mais moderno, mais próspero, com menos desigualdades, mais solidário entre todos. É esse o país do futuro”, afirmou.