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Matos Fernandes: transportes públicos vão garantir oferta plena na reabertura das escolas


O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, assegurou que o país irá ter oferta plena nos transportes públicos para fazer face ao previsível aumento da procura devido à reabertura das escolas, ainda que a mesma se estime como “inferior a 100%”.

“Vamos ter oferta plena [nos transportes públicos, a partir da reabertura das escolas] (…) mesmo sabendo que a procura vai ser inferior a esses 100%”, afirmou Matos Fernandes, ao ‘podcast’ do PS ‘Política com Palavra’, referindo que, atualmente, os metros do Porto e de Lisboa registam uma procura, relativamente ao mesmo período do ano passado, de 61% e 51%, respetivamente.

Matos Fernandes sustentou, também, que “não há nenhuma razão para se achar que o transporte coletivo (…) tem um qualquer potencial de transmissão” da Covid-19, recordando que “todos eles são desinfetados”.

“Eu fico sempre muito triste quando jornais ‘online’ (…) dão os tristes números dos contágios e das mortes do dia com uma fotografia dos transportes públicos. Podiam fazer, por exemplo, com uma fotografia de uma redação do jornal. Mas não. É sempre o Metro de Lisboa, a CP, o Metro do Porto. Isto não ajuda nada e não faz sentido”, afirmou.

Na entrevista, conduzida pelo jornalista Filipe Santos Costa, o ministro insistiu também na mensagem de que a mobilidade no espaço urbano ou metropolitano, não se fazendo sem o uso do transporte individual, deve procurar alternativas sustentáveis.

“O que é absolutamente fundamental é que esse transporte individual tente não ter quatro rodas e tente só ter duas, que tendo quatro rodas seja elétrico e que tendo quatro rodas e sendo elétrico não tenha necessariamente de ser meu”, considerou.

É mesmo preciso acelerar o combate às alterações climáticas

Em matéria ambiental, João Pedro Matos Fernandes reiterou que urge acelerar o combate às alterações climáticas, apontando ao desafio que o país tem pela frente para concretizar uma agenda ambiciosa, alinhada com os objetivos do plano de recuperação e com a dotação europeia destinada a este eixo estratégico.

“Estamos a falar de passar de 2,3 mil milhões de euros para 14 mil milhões de euros no mesmo período de tempo”, assinalou o ministro.

“Nós sabemos mesmo o que queremos fazer, os projetos estão feitos ou estão agora a terminar”, disse, acrescentando que os fundos de que o Portugal vai dispor “vai-nos permitir concretizar isto tudo muito mais depressa”.