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PS realça mensagem de confiança às famílias para abertura do ano letivo


O Secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, defendeu ontem que as famílias podem ter confiança na abertura do ano letivo, na próxima semana, realçando o trabalho desenvolvido pelo Governo, pelas autoridades de saúde e pela comunidade educativa, para que o regresso às aulas presenciais se faça na maior segurança.

Falando no final da reunião entre políticos e especialistas na Faculdade de Medicina do Porto, José Luís Carneiro começou por advertir que “todos os cuidados” em termos de prevenção da Covid-19 “devem prosseguir, porque houve um aumento do número de contágios a partir de 15 de agosto”, mas sublinhou o trabalho desenvolvido na preparação do novo ano escolar.

“Quero deixar uma nota de confiança relativamente à abertura do ano escolar, que está preparada ao mais ínfimo detalhe, em articulação do Ministério da Saúde com o Ministério da Educação, estando disponíveis orientações claras. É possível todos os portugueses, todas as famílias e escolas poderem alicerçar as suas decisões com base nesse quadro de orientações”, sustentou.

De acordo com o dirigente socialista, contudo, em termos de abertura do ano escolar, “nada dispensa uma atuação multinível, ou seja, níveis diversos de responsabilidade, a começar na comunidade educativa, nas autarquias, nas comissões municipais de proteção civil e delegados de saúde pública para que seja possível acompanhar com rigor eventuais focos de contágio, de forma a isolá-los e tratá-los”.

“Tudo está previsto para que as escolas abram as suas portas nos termos em que os ministérios da Educação e da Saúde já transmitiram aos portugueses. Está disponível o quadro de orientações, mas que agora deve ter uma aplicação diversa em função dos contextos escolares e comunitários, em articulação com vários patamares de poder local, regional e nacional. Tudo está pronto para que o ano letivo arranque em condições de seguranças, mas, como é evidente, a responsabilidade é de todos, a começar nas famílias e a continuar nas escolas”, reforçou.

Garantia de condições de segurança nos lares

Em relação à situação dos lares em Portugal, José Luís Carneiro citou as intervenções de vários especialistas na reunião, adiantando que está em vias de divulgação “um estudo científico que demonstra algumas tendências”, sendo uma delas a de que “há segurança nas instituições que acolhem os mais idosos”.

“Há segurança pelo menos ao mesmo nível da que ocorre em todas as outras instituições da nossa vida coletiva. A confirmarem-se as conclusões, tudo indica que os nossos cidadãos mais idosos estejam ainda mais protegidos em lar e em estruturas residenciais para idosos do que em muitas outras instituições da nossa sociedade”, referiu.

O Secretário-geral adjunto socialista salientou, a este respeito, ser necessária “uma mensagem de confiança para as famílias que têm seus entes queridos em estruturas residências para idosos”, realçando que, neste campo, Portugal “está entre os países que maior número de testes realiza no quadro europeu”.

“Apesar de o indicador de contágio ter aumentado, verificamos mesmo assim que, com o desconfinamento geral, estamos com 1.17, o que significa que a situação está sob controlo. Quanto aos lares, cito o professor Henrique de Barros, de que os indicadores mostram que há razões para que as famílias continuem a confiar nessas autênticas mãos amigas que cuidam dos nossos cidadãos seniores”, insistiu.

Perante os jornalistas, o dirigente socialista salientou depois que o país vai entrar nas estações de outono e inverno, “quando se manifestam muitos dos surtos infeciosos, designadamente entre a população com mobilidade mais elevada”, o que reforça a necessidade de exigência coletiva.

“Como comunidade nacional, temos de contribuir para que o controlo ocorra sem colocar em causa conquistas que o país foi capaz de alcançar ao longo dos últimos seis meses”, apontou.

O Secretário-geral adjunto do PS deixou ainda um elogio à atuação do Governo no que respeita à reserva de lotes de futuras vacinas contra a Covid-19, “em articulação com os restantes Estados-membros da União Europeia”.

“Foi aqui referido que há três vacinas que estão a ser testadas em grande escala. O Governo conseguiu reservar já 6,9 milhões de vacinas nesta primeira fase”, salientou.