fbpx

Ministros das Educação e da Saúde acompanham no terreno a preparação do novo ano letivo


O regresso às aulas presenciais, ainda no contexto da pandemia da Covid-19, será uma realidade já a partir do início deste ano letivo, que terá lugar entre 14 e 17 de setembro, uma situação que, segundo os ministros da Educação e da Saúde, não oferece uma especial novidade, uma vez que muitas escolas já o tinham feito antes, quando em maio reabriram as portas aos alunos do 11ºe 12º anos.

Numa visita conjunta que realizaram na passada sexta-feira à escola secundária Pedro Nunes, em Lisboa, para se inteirarem das iniciativas que a escola está a empreender no sentido de se preparar para a reabertura presencial das aulas, designadamente em matéria das normas de segurança e higiene, os ministros Tiago Brandão Rodrigues e Marta Temido lembraram, a este propósito, que estas são áreas que foram já testadas com êxito quando, na segunda quinzena do passado mês de maio, os alunos do 11º e 12º anos “regressaram à escola para se prepararem para os exames nacionais”, garantindo que pela parte do Governo tudo está a ser feito para que o regresso às aulas presenciais se faça dentro dos padrões da maior segurança.

O ministro da Educação recordou que o período entre maio e julho, em que as escolas secundárias reabriram as portas para os alunos dos dois últimos anos do ensino secundário, foi um tempo que permitiu “acumular experiência” em matéria de segurança, o que em sua opinião será agora determinante e da “maior utilidade” para a reabertura do próximo ano letivo, reconhecendo, contudo, que este não será certamente, apesar de todos os esforços e dos níveis de segurança atingidos, um ano letivo como os anteriores.

Ambos os governantes fizeram, contudo, questão de lembrar que, apesar de haver hoje “um maior e mais refinado conhecimento” por parte das escolas em matéria de segurança, o cenário que agora se coloca na abertura no novo ano letivo é significativamente diferente, uma vez que o número de alunos que vão estar presentes nas escolas será exponencialmente maior em todos os estabelecimentos de ensino em relação aos que regressaram em maio passado, cenário que vai obrigar, como aludiu o ministro da Educação, a que “todos tenhamos que trabalhar mais” porque “sabemos que ainda assim o risco não é zero”.

Otimista mostrou-se nesta visita a diretora da escola secundária Pedro Nunes, Rosário Andorinha, que depois de ter considerado o trabalho realizado no passado recente, ao ter implementando um conjunto de medidas de segurança, garantiu que a escola está inteiramente preparada para receber os seus cerca de 1.200 alunos de volta, que vão estar neste ano letivo organizados em “turmas bolha”, como forma de “evitar o contacto entre estudantes de turmas diferentes”.

Para que esta situação se torne realidade, a dirigente referiu que serão atribuídas salas específicas a “turmas específicas”, um desafio que a professora Rosário Andorinha garantiu que corresponderá ao anseio de permitir que cada sala possa receber até 28 estudantes, com as respetivas mesas de trabalho individuais, mantendo sempre o “devido distanciamento”.

Depois de frisar que as orientações gerais do Ministério da Saúde emitidas em julho “ajudaram e muito a preparar e a organizar a escola para o próximo ano”, a responsável fez questão de anunciar que também o espaço do refeitório sofrerá, a exemplo das salas de aulas, algumas alterações, uma vez que será organizado de maneira a funcionar com “dois horários e lugares marcados”, uma solução que a diretora da escola secundária Pedro Nunes defendeu que irá permitir uma “maior rotação de alunos”, uma vez que, como mencionou, o tempo de refeição não deverá prolongar-se para além dos 15, 20 minutos.

Adicional de confiança

Enquanto esta visita decorria, a Direção-Geral da Saúde emitiu um documento dirigido às escolas e às autoridades de saúde locais, onde de forma detalhada aconselha os métodos a seguir na eventualidade de se identificarem casos suspeitos “confirmados ou surtos em contexto escolar”, defendendo o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, tratar-se de um documento que “oferece uma confiança adicional não só às escolas, mas também aos alunos e às famílias”.