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‘Visão estratégica’ recebeu 1.153 propostas de contributo de instituições e cidadãos


O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes, salientou ontem a “elevada participação, quer de instituições, quer de cidadãos anónimos” no documento elaborado pelo gestor António Costa Silva ‘Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020/2030’, que recebeu 1.153 propostas no período de discussão pública, que terminou a 21 de agosto.

O governante apontou que o número de propostas recebidas “demonstra bem o interesse que a visão estratégica delineada pelo professor Costa Silva suscitou na sociedade portuguesa, o vivo debate que gerou e o empenhamento cívico de tantos que querem dar o seu contributo para o futuro do país”.

“Chegaram muitas propostas interessantes que estão agora a ser analisadas e levadas em consideração” por António Costa Silva, avançou o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro.

Na passada segunda-feira, em Coimbra, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que a sessão de balanço da consulta pública da ‘Visão Estratégica para o Plano de Recuperação’ está marcada para 15 de setembro. O documento será depois trabalhado pelo Governo, antes de ser entregue em Bruxelas no mês de outubro.

A ‘Visão Estratégica para o Plano de Recuperação’ está dividida em 10 eixos estratégicos: rede de infraestruturas indispensáveis; qualificação da população, a aceleração da transição digital, as infraestruturas digitais, a ciência e tecnologia; saúde e o futuro; Estado social; reindustrialização do país; reconversão industrial; transição energética e eletrificação da economia; coesão do território, agricultura e floresta; novo paradigma para as cidades e a mobilidade; e cultura, serviços, turismo e comércio.

Segundo o Governo, a área que recebeu mais contributos foi a da qualificação da população, infraestruturas digitais, ciência e tecnologia, com 187 sugestões, ou seja, cerca de 16%. Os eixos referentes à rede de infraestruturas e da coesão do território receberam, respetivamente, 156 e 157 contributos, representando cada qual 14% do total.

No documento de balanço do Governo destacam-se ainda propostas para os eixos da reindustrialização (11%), do Estado social (9%), e cultura e turismo (5%).