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Aprofundamento da descentralização e eleições nos Açores são desafios do PS


O Secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, afirmou ontem, em Coimbra, que os socialistas terão dois grandes desafios políticos pela frente até final do presente ano: o reforço da agenda de descentralização e a vitória nas eleições regionais dos Açores.

“Até ao fim do ano, temos dois grandes desafios pela frente”, o primeiro dos quais “as eleições regionais nos Açores, onde o PS tem provas inequívocas, historicamente constituídas, sobre a boa compatibilidade entre a competitividade da economia e a coesão económica e social”, sublinhou o dirigente socialista, no encerramento da Conferência Nacional do PS, em Coimbra, subordinada ao tema ‘Recuperar Portugal’.

“Temos confiança na escolha do povo dos Açores. E, estamos certos, que Vasco Cordeiro, pelo trabalho feito ao serviço dos açorianos, na senda de Carlos César, reforçará a confiança que ao PS tem sido conferida. Teremos, ainda, a eleição dos presidentes e de um dos vice-presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)”, disse depois, referindo-se ao segundo desafio.

Neste ponto, José Luís Carneiro acentuou que os socialistas estão empenhados no “reforço da legitimidade democrática das CCDR, dando “mais um passo em frente” no roteiro da descentralização.

“Mantendo-se o PS a favor da regionalização, mas não ignorando as alterações constitucionais de 1997 e os resultados do referendo de 1998, lideraremos, mais uma vez, o movimento de reforço dos poderes dos municípios e das freguesias que, agora, irão participar na escolha dos mais altos dirigentes das estruturas de poder regional. O PS foi, é e será, sempre, o partido da descentralização e do reforço do poder dos cidadãos”, sustentou.

Estratégia de serviço ao país e às comunidades locais

Numa intervenção em que também apontou aos congressos federativos do partido, nos próximos dias 12 e 13 de setembro, José Luís Carneiro considerou que o “esforço de cooperação entre todas as estruturas é essencial para que se reforce a estratégia de serviço ao país e às comunidades locais”.

O dirigente socialista disse ainda esperar que os congressos federativos do PS “transmitam à sociedade portuguesa o um elevado sentido de responsabilidade”, sendo “um exemplo em termos de comportamentos e atitudes”.

O Secretário-geral adjunto do PS deixou também uma mensagem aos desafios políticos que se adivinham para os próximos meses, sobretudo em relação aos partidos políticos que, “não apresentando soluções ou contributos, estarão sempre prontos para apontar falhas e para apontar alegados culpados”, realçando, em contraponto, contrapondo a liderança “serena, lúcida, competente e confiante” do primeiro-ministro e líder socialista, António Costa, sobretudo na resposta à Covid-19.

Num breve balanço da atividade do PS desde as eleições legislativas de outubro do ano passado, José Luís Carneiro destacou ainda, entre outras iniciativas, o lançamento do ‘Fórum Mário Soares’, tendo como elemento essencial a digitalização do acervo histórico do partido, e a criação do ‘Centro da Esquerda’, que pretende afirmar-se como “um espaço aberto ao debate e à reflexão, descomprometido da agenda política e mediática”.