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Evolução positiva na AML permite alargar situação de contingência a todas as freguesias


As 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa (AML) que se encontram em situação de calamidade, devido aos focos mais localizados de Covid-19, vão passar ao estado de contingência, anunciou hoje o Governo.

“Neste momento, e dada a tendência decrescente do número de casos, permaneceremos agora com o país, com exceção da AML, com o nível de alerta em que estava até agora, passando toda a região de Lisboa e Vale do Tejo, incluindo toda a Área Metropolitana de Lisboa, à situação de contingência”, afirmou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, no final da reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira.

Desta forma, acrescentou, as 19 freguesias da AML que estavam em estado de calamidade, nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas, Amadora e Sintra, passam também a estar em situação de contingência, a partir das 00h00 de sábado e até às 23h59h do dia 14 de agosto.

Mariana Vieira da Silva justificou a alteração agora aprovada em Conselho de Ministros com a “evolução positiva que se tem verificado no último mês”, com uma redução na última semana de cerca de 30% dos casos na região de Lisboa e Vale do Tejo.

“As decisões que tomámos são obrigatoriamente renovadas de 15 em 15 dias”, explicou, referindo que na reunião do Conselho de Ministros a realizar dia 13 de agosto será feita uma reavaliação da situação com os dados que, entretanto, forem recolhidos.

A ministra adiantou também que o conjunto de restrições que existe na AML irão permanecer em vigor, nomeadamente em relação ao encerramento da generalidade dos estabelecimentos comerciais às 20h00 e a proibição da venda de álcool a partir da mesma hora.

Permanece igualmente em vigor, em todo o país, a proibição de consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos e a limitação de concentração de 20 pessoas nos territórios em situação de alerta e de 10 pessoas na AML.

Segundo Mariana Vieira da Silva, irão continuar também a funcionar as equipas multidisciplinares constituídas entre as autarquias, os serviços públicos de saúde, Segurança Social e Administração Interna, “que se revelaram muito eficazes na redução de casos” na Área Metropolitana de Lisboa.

“Grande estabilidade” do desconfinamento

A ministra de Estado e da Presidência destacou que “o país como um todo” tem “realizado um trabalho muito significativo” que permite, olhando “para os últimos dois meses, fazer um balanço de desconfinamento de grande estabilidade”.

“E julgo que a avaliação que podemos fazer do caminho que o país fez é positiva, no sentido em que depois do confinamento, quando olhamos para os números, e é evidente que para cada pessoa doente, para cada pessoa que está isolada em casa estes processos são muito difíceis, mas temos números muito semelhantes aqueles que tínhamos quando iniciámos o processo de desconfinamento”, vincou.

A ministra assinalou igualmente que não foi necessário recuar nas medias adotadas, porque o Governo tomou “sempre as decisões à medida que a informação dava sinais de que essas decisões eram seguras”, garantindo que assim continuará a fazer.

“Portugal compara bem com os outros países na maioria dos indicadores e, acima de tudo, na capacidade de testagem, muito significativa, e que procura fazer aquilo que desde o início a Organização Mundial de Saúde e os peritos disseram que era aquilo que havia a fazer, que era testar e isolar os casos positivos, para procurar que a pandemia não cresça”, notou.

Mariana Vieira da Silva observou ainda que o Governo tem procurado fazer “o possível para que Portugal seja visto, como aliás é, como um país seguro, onde se pode saber que a situação sanitária está a ser controlada e acompanhada de forma sistemática”, elogiando as organizações turísticas, que “têm feito a sua parte de criar essa confiança”.