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Novo pacote Europeu será decisivo para a competitividade e a retoma


Há décadas que muitas zonas industriais do país reclamam por melhores acessos às principais vias estruturantes rodoviárias. Uma exigência que vai agora em larga medida ser possível satisfazer com os novos fundos da União Europeia, garantiu o ministro Pedro Siza Vieira.

Com a recente aprovação em Bruxelas do novo pacote de fundos comunitários para Portugal, vai ser possível avançar em breve com um conjunto alargado de obras que “melhorarão os acessos às zonas industriais”, uma iniciativa, como recordou o ministro da Economia e da Transição Digital, há muito reivindicada pelas entidades gestoras de um grande número de parques industriais do país.

Neste sentido foi ontem dado um passo importante em Paredes, no distrito do Porto, com a inauguração da ligação da zona industrial de Rebordosa, numa extensão de 1.200 metros com um custo de cerca de 600 mil euros, totalmente suportados pelo município, onde estão instaladas cerca de 200 empresas, à autoestrada A41, uma obra que mereceu rasgados elogios do ministro, que se ali se deslocou para inaugurar esta ligação rodoviária tendo na altura afirmado tratar-se de uma iniciativa exemplar para outras regiões e zonas industriais do país.

Para além deste tipo de intervenções, que “muito vão ajudar a aumentar a competitividade das empresas”, o ministro da Economia defendeu nesta cerimónia em Paredes, que os recursos europeus agora postos à disposição do país, abrem a possibilidade de se poder “multiplicar obras e de seguir exemplos como este”, que em “boa hora” a edilidade foi capaz de concretizar, encetando a possibilidade de Portugal, como assinalou, poder ultrapassar mais rapidamente a “situação difícil em que nos encontramos” provocada pela pandemia.

Segundo o titular da pasta da Economia, a absoluta necessidade de o país “normalizar a sua vida social, controlar a situação sanitária e assegurar a retoma da economia”, passa, em grande medida, como acentuou, por fortalecer todas as ajudas que se consigam canalizar para as empresas para que possam “concretizar melhor os seus projetos e objetivos”.

Défice é reflexo do Estado estar a fazer o que deve

O ministro da Economia e da Transição Digital teve ainda ocasião nesta cerimónia para relembrar a “excelente resposta” que a economia nacional estava a dar até ao passado mês de fevereiro, início de março, ao contrário do que hoje sucede, quando apresentava “bons indicadores económicos e orçamentais” e, pela primeira vez em democracia, um excedente orçamental, sustentando que o défice atual das contas públicas não é causado “nem pelas empresas portuguesas, nem pela Administração Pública nacional”.

Para o governante, em tempo de crise, como aquele que hoje atravessamos, há duas maneiras de o Estado lhe responder: uma, “que parece ser a desejável nesta altura”, é o Estado ser capaz de apoiar as empresas “tentando assim proteger a sua capacidade produtiva”, sendo que a outra, aplicada de forma simultânea, é tudo fazer para proteger o emprego e “assim consolidar os rendimentos dos cidadãos”. Para o ministro Pedro Siza Vieira, nas atuais circunstâncias, o Estado tem de ser capaz de “absorver o choque mais violento” que esta crise provoca e depois “apoiar a recuperação da economia”.

Ainda quanto ao défice, o governante não tem dúvidas de que será gerido com os “recursos que a União Europeia coloca à nossa disposição”, mas também com a capacidade que o país tiver de o “mais rapidamente possível assegurar o crescimento da economia”, garantindo que é nisso que o Governo está focado, voltando a defender que o ‘lay-off’ tem sido a resposta apropriada e a mais adequada para apoiar as empresas “e a manter o emprego”.

Segundo Pedro Siza Vieira, onde se analisará com maior nitidez a pertinência desta medida, será na altura em que a procura voltar a surgir, “normalizada a situação sanitária no mundo inteiro”, com as empresas a terem os recursos necessário e a poderem “voltar a produzir e a vender”. Cenário que, segundo o governante, só muito dificilmente aconteceria caso “não tivéssemos recorrido a esta ferramenta”, levando “muito provavelmente”, como defendeu, a que muitas empresas “não tivessem conseguido manter os seus postos de trabalho”.