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Tiago Brandão Rodrigues: “O ensino presencial é a prioridade”


O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, antecipa a preparação do próximo ano letivo afirmando que a prioridade será a retoma generalizada do ensino presencial.

Em entrevista ao podcast do PS ‘Política com Palavra’, conduzida pelo jornalista Filipe Santos Costa, o titular da pasta educativa revela que estão preparados três cenários distintos, em função da evolução epidemiológica, mas sublinha que “o ensino presencial é a prioridade”, destacando a importância “fundamental” de ter as crianças e os jovens nas escolas

“O Ministério da Educação preparou medidas para três cenários em função da situação epidemiológica – presencial, misto e não presencial – mas com a orientação clara de que o regime presencial é a regra”, afirmou, mostrando-se confiante, embora na dependência da evolução da pandemia, de que este será o cenário generalizado no próximo ano.

Outra prioridade fundamental para o novo ano letivo prende-se com a necessidade de consolidação e recuperação de aprendizagens, um esforço que incidirá, sobretudo, nas primeiras cinco semanas letivas, mas que Tiago Brandão Rodrigues salientou que estará presente ao longo de todo o ano.

“Falámos de cinco semanas em que a recuperação será o mote, mas isso não implica que durante todo o ano letivo não continuem a existir recuperações e consolidações de aprendizagens. E estes recursos humanos [adicionais] estarão durante todo o ano. Não só o reforço de crédito de horários, mas também, por exemplo, o reforço das equipas de educação especial, contratação suplementar de um conjunto de técnicos como psicólogos, e o reforço das tutorias”, disse.

Previsibilidade para as famílias e preservação das avaliações

Na entrevista, o ministro falou também do balanço que é possível fazer à forma como decorreu o terceiro período do presente ano letivo, em pleno contexto de pandemia. Salientando a dificuldade que foi construir rapidamente uma resposta de emergência, sobretudo na adaptação de toda a comunidade educativa às aulas não presenciais, Tiago Brandão Rodrigues destacou a importância de ter sido oferecida previsibilidade às famílias e de se terem preservado as avaliações.

“Todos podemos pensar o que teria acontecido, por exemplo, se tivéssemos feito o que alguns partidos políticos [defenderam], nomeadamente o Bloco de Esquerda, que disse que devíamos ter terminado as avaliações logo em março”, apontou.

“Foi melhor termos tido o ensino à distância do que ter encerrado todo o sistema educativo, com tudo o que isso implicava também para a gestão diária das famílias”, reforçou Tiago Brandão Rodrigues, realçando um conjunto de mudanças na política educativa, implementadas ao longo dos últimos quatro anos, ao nível das prioridades ao sucesso educativo, à educação inclusiva ou à autonomia das escolas, que se revelaram “um trabalho fundamental” para que as escolas e a comunidade tivessem dado a resposta que deram.

O ministro destacou ainda o diálogo que foi sendo mantido com todos os agentes e com o conjunto da comunidade educativa, insistindo, em particular, no valor da previsibilidade que, num contexto difícil, foi possível proporcionar às famílias e aos alunos.

“A estabilidade é um valor, principalmente no diálogo que estamos a fazer para o futuro, no sentido em que quando antecipamos algo para as famílias, elas entendam que tomámos essas decisões, com os agentes de saúde pública. É uma decisão política que implica que existe alguma previsibilidade para as famílias”, afirmou o governante.