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Governo formaliza designação de Mário Centeno


O primeiro-ministro comunicou já formalmente ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, a proposta do Governo de nomeação de Mário Centeno para o cargo de governador do Banco de Portugal, requerendo, para o efeito, o processo de audição do indigitado na comissão parlamentar competente.

Na quinta-feira, no final do Conselho de Ministros, António Costa afirmara, também, ter já transmitido aos partidos com representação parlamentar a intenção do Executivo.

“Já falámos com todos os partidos para os ouvir sobre a matéria. Transmitimos qual a nossa intenção”, referiu, na ocasião, o primeiro-ministro.

António Costa referiu que a audição do nome proposto, “nos termos da lei, tem de se realizar, para que possa decorrer normalmente o processo de nomeação.

“Gostaríamos que o processo decorresse de forma tranquila, tendo em conta que o mandato do atual senhor governador terminará no próximo mês”, acrescentou o líder do Governo.

Doutorado e Mestre em Economia na Harvard University, Mário Centeno desempenhou as funções de economista, diretor adjunto do departamento de Estudos Económicos e consultor do conselho de administração, no Banco de Portugal.

Membro do Comité de Política Económica da Comissão Europeia, entre 2004 e 2013, presidiu ao grupo de trabalho para o Desenvolvimento das Estatísticas Macroeconómicas, no Conselho Superior de Estatística, entre 2007 e 2013, e integrou a Comissão do Livro Branco das Relações Laborais, no período 2006-2007.

Foi convidado pelo Secretário-geral do PS, António Costa, para coordenar a equipa de economistas, maioritariamente independentes, que elaborou o cenário macroeconómico que serviu de enquadramento ao programa com o qual o Partido Socialista se apresentou às eleições legislativas de 2015.

Após a construção da solução governativa de apoio parlamentar, liderada pelo PS, foi escolhido pelo então primeiro-ministro indigitado, António Costa, para assumir a pasta de ministro das Finanças no XXI Governo Constitucional e, posteriormente, de ministro de Estado e das Finanças no XXII Governo Constitucional, períodos durante os quais Portugal registou resultados históricos na gestão das contas públicas nacionais, alcançando o menor défice em democracia.

Desde dezembro de 2017, eleito pelos seus pares, preside ao Eurogrupo, o órgão informal que reúne os ministros das Finanças da zona euro.