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Requalificação da escola pública dinamiza a economia e promove a criação de emprego


A remoção do amianto dos estabelecimentos de ensino representa, para António Costa, não só um passo decisivo na qualidade de vida nas escolas, como revela igualmente uma importante medida no combate aos “efeitos devastadores do desemprego”, dinamizando a construção civil em todo o território nacional.

Orçada em perto de 60 milhões de euros de fundos comunitários, esta operação de remoção do amianto dos estabelecimentos de ensino, um desejo há muito assumido por diversos governos, mas nunca concretizado até agora, vem não só acabar com um grave problema ao nível da saúde pública, que se arrastava há décadas, como impulsionar a construção civil, que neste momento, como lembrou o primeiro-ministro, a exemplo de outras áreas económicas, atravessa um período de particular fragilidade.

Para António Costa, que falava esta manhã na Escola Secundária da Ramada, em Odivelas, no distrito de Lisboa, Portugal atravessa neste momento um período particularmente difícil, lembrando que, se a pandemia de Covid-19 tem sido “uma enorme ameaça para a saúde”, não o tem sido menos para o emprego. O líder do Executivo salientou que, depois de quatro anos em que o país se orgulhou de ter criado mais de 350 mil novos postos de trabalho, “reduzindo a quase metade a taxa de desemprego que existia”, ver-se agora, passados pouco mais de dois meses, perante um cenário com mais de cem mil pessoas desempregadas, tem de ser considerado como uma especial contrariedade.

Segundo o primeiro-ministro, que falava nesta sessão depois de terem usado da palavra o presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa e o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, “é absolutamente necessário” que se comece o mais cedo possível a controlar o crescimento do desemprego, o que se consegue, como sustentou, “reativando a economia”, sendo que um dos objetivos do Programa de Estabilização Económica e Social do Governo, como também lembrou, “é lançar um conjunto de obras que dinamizem a criação de emprego”.

Obras que, na opinião do líder do Executivo, podem e devem ser realizadas de forma “descentralizada pelos municípios”, sem necessariamente ter que se recorrer à mobilização de avultadas verbas, mas que em qualquer caso terão a função de contribuir em todo o território nacional “para reanimar o setor da construção civil”, tendo na ocasião agradecido a este propósito ao presidente da ANMP a “parceria para a intervenção nas 578 escolas”, voltando a lembrar que este é um problema “que se arrastava há muitos anos”.

Antes, o edil de Coimbra e presidente da ANMP, Manuel Machado, tinha já assegurado que há muito tempo que os autarcas tinham declarado querer estar presentes nesta empreitada de remoção do amianto e na luta contra o desemprego, manifestando a sua convicção de que os municípios “vão arregaçar as mangas em articulação com o Governo”.

Também a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, tinha já anunciado que os autarcas vão poder beneficiar de um “financiamento a 100 por cento” para a remoção do amianto nas escolas, pedindo-lhes em contrapartida “celeridade na conclusão das obras”, que deverão estar concluídas “até ao início do próximo ano letivo”.