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António Costa prevê acordo no conselho europeu em julho


O primeiro-ministro, António Costa, mostrou-se ontem convicto de que o Orçamento Plurianual e o Fundo de Recuperação da União Europeia serão aprovados no Conselho Europeu de julho e garantiu que Portugal vai “sinalizar vias verdes” para que o acordo se dê o mais rápido possível.

“É preciso trabalhar para que este Conselho Europeu [de amanhã], o último que espero se realize à distância, abra as portas para que no primeiro Conselho da presidência alemã, no início de julho, seja logrado o acordo, quer para a aprovação do próximo Quadro Financeiro Plurianual, quer para o programa de recuperação e resiliência da União Europeia (UE)”, referiu António Costa, no Parlamento, durante o debate preparatório da Cimeira Europeia.

O líder do Executivo considerou que, estando marcado um Conselho para julho e admitindo-se um segundo para o mesmo mês, “é evidente” que o Conselho de amanhã “não vai decidir nada”.

António Costa garantiu depois que Portugal não vai “traçar linhas vermelhas, mas sinalizar vias verdes para haver acordo o mais rapidamente possível”, ao contrário do que se espera de alguns países, que irão “contribuiu para atrasar a decisão” e “radicalizar as suas posições para marcar território”.

“Perder tempo é enfraquecer a Europa, é pôr em risco o rendimento das famílias, os empregos e as empresas. Não há tempo para correr riscos, há tempo para decidir e esta é a hora do compromisso, cá estamos para dizer sim a este compromisso proposto pela Comissão Europeia”, alertou.

A resposta da Comissão Europeia à crise económica e social causada pela pandemia de Covid-19 é “conjunta e robusta”, permitindo um “justo equilíbrio” entre as posições que estavam a impedir um acordo.

Quanto ao montante disponibilizado, António Costa disse ser “impossível não olhar para estes números e reconhecer que não é uma fisga, não é uma caçadeira, é mesmo uma bazuca”. No caso de Portugal, e tendo em conta apenas as subvenções, os montantes representam um acréscimo de 37,9% em relação ao atual quadro financeiro, explicou o primeiro-ministro, que pediu ao Parlamento para participar na construção de “um grande projeto nacional”.

“É uma enorme responsabilidade para todos nós, uma oportunidade única. Se desperdiçamos estes recursos ninguém nos poderá perdoar”, assegurou.

Os chefes de Estado e de Governo da UE reúnem-se amanhã em cimeira para discutir as propostas da Comissão Europeia de um Fundo de Recuperação da economia europeia no pós-pandemia, no montante global de 750 mil milhões de euros, e de um Quadro Financeiro Plurianual revisto para 2021-2027, no valor de 1,1 biliões de euros.