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António Costa congratula-se com reconhecimento de Portugal como “destino seguro”


O primeiro-ministro, António Costa, considerou ontem que “a grande mensagem da UEFA” ao escolher Lisboa para acolher, em agosto, a fase final da Liga dos Campeões, a prova máxima do futebol europeu de clubes, é que “Portugal é um destino seguro”, destacando que representa também “uma vitória antecipada de todos os portugueses”, pelo seu comportamento exemplar no combate à pandemia de Covid-19.

O líder do Governo falava na cerimónia de anúncio oficial da escolha da capital portuguesa, que teve lugar nos jardins do Palácio de Belém, em Lisboa, na qual discursaram também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, e o autarca de Lisboa, Fernando Medina.

“Queria aqui agradecer aos profissionais de saúde e a todos os portugueses que tornaram possível que Portugal se afirmasse como um destino seguro. E esta é a grande mensagem que a escolha da UEFA para realizar esta prova em Portugal dá a todo o mundo: é que Portugal é um destino seguro”, declarou António Costa.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro realçou Portugal como um lugar seguro para viver, fazer turismo, trabalhar ou investir, um reconhecimento que tem vindo a ser renovado pelos mais variados indicadores e organismos.

“Este reconhecimento pela UEFA de como somos um destino seguro é algo muito importante no esforço enorme que todo o país está agora a fazer para, ao mesmo tempo que combatemos a pandemia, conseguirmos trabalhar para a recuperação da nossa economia”, acrescentou, dirigindo também uma palavra “de profunda gratidão e de amizade pelo notável trabalho que fez” ao presidente da FPF e à sua equipa.

Para António Costa, este “é também um prémio merecido aos profissionais de saúde” do país, que demonstraram que Portugal tem um Serviço Nacional de Saúde (SNS) “robusto para responder a qualquer eventualidade”.

“Foi o esforço de todos, a enorme disciplina com que todos acataram as normas de confinamento, têm praticado as normas de distanciamento social, as normas de proteção individual que permitiram diferenciar Portugal e a forma como Portugal conseguiu controlar esta pandemia”, sustentou.

Importância estratégica para a economia da capital e do país

O presidente da Câmara de Lisboa, por sua vez, realçou que a realização do evento desportivo na capital portuguesa tem uma importância “verdadeiramente estratégica” para a economia da cidade e do país.

“Num momento em que o mundo vive uma crise sem precedentes, em que todos lutamos pela recuperação das nossas economias, conseguir ter em Lisboa o maior evento desportivo que se vai realizar, com centenas de milhões de telespetadores em todo o mundo, que vão durante mais de uma semana ouvir e seguir o nome de Lisboa e de Portugal, é de uma importância sem limites”, afirmou Fernando Medina.

O autarca socialista lamentou que os impactos positivos não possam ser ainda maiores, pelas circunstâncias da pandemia, que não permitem “uma realização presencial”, mas vincou que o evento terá “uma importância estratégica de médio prazo para a economia da cidade, da região e do país”.

“Lisboa e Portugal vão ter uma exposição de centenas de milhões de pessoas durante muito tempo, em todo o mundo”, assinalou.