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Convergir em tempo de crise corresponde à “ética da responsabilidade democrática”


“Estabilizar e fortalecer os tecidos vitais da sociedade, da economia e do Estado é o propósito deste Orçamento Suplementar”, defendeu hoje o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS José Luís Carneiro, que pediu convergência às bancadas para corresponder à “ética da responsabilidade democrática”.

O também secretário-geral adjunto do Partido Socialista frisou, durante o encerramento da discussão do Orçamento Suplementar na generalidade, que o país venceu “a fase mais crítica da emergência”. “Estamos a vencer a fase do desconfinamento e vamos trabalhar para vencermos a crise económica e social”, garantiu.

Para o socialista, que não escondeu que “pela frente temos tempos muito difíceis”, o Orçamento Suplementar é uma ferramenta “essencial para chegarmos mais coesos e mais solidários à fase da recuperação, para a qual já contaremos com a solidariedade robusta da União Europeia”.

“O Programa de Estabilização Económica e Social visa apoiar parte do esforço, ainda duradouro, das famílias, das empresas e das instituições num período de transição entre a fase da emergência e a fase da recuperação económica e social. O Orçamento Suplementar é, pois, instrumental para a sua execução”, asseverou o deputado.

E deixou um alerta a todas as bancadas: “O saudável escrutínio democrático deste Parlamento, que importa enaltecer, não deve, em circunstância alguma, diminuir o valor do percurso feito por todos nós para enfrentarmos a crise pandémica e para darmos resposta a uma grave crise económica e social”.

José Luís Carneiro recordou que “a comunidade internacional tem elogiado a eficácia da nossa resposta” e sublinhou que “não é só em Espanha que é apreciada a cooperação entre o poder e as oposições”. “As portuguesas e os portugueses, que preferem a ponderação, o equilíbrio e a previsibilidade ao radicalismo e à instabilidade, reconhecem e valorizam o esforço de convergência política entre todos”, afirmou.

O vice-presidente da bancada socialista assegurou depois que “convergir, neste momento, não é um ato de heroísmo, corresponde à ética da responsabilidade democrática”. “Dificultar o caminho de superação desta crise ou atuar com tacticismos será incompreensível aos olhos daqueles que jurámos servir”, advertiu.