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Celebrar o orgulho de ser português e a presença de Portugal no mundo globalizado


O primeiro-ministro, António Costa, esteve no dia 10 de Junho no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde participou, ao lado do Presidente da República, na cerimónia que assinalou o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, realizada este ano com um programa mais restrito, adequado aos tempos de pandemia.

Antes, António Costa dedicara já uma mensagem às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, assumindo que não são estes “tempos difíceis” que vão impedir que os portugueses “percam a esperança” de voltar a comemorar o 10 de Junho, Dia de Portugal, junto das comunidades no estrangeiro já no próximo ano de 2021, e que não será certamente a incerteza da pandemia que vai impedir que “celebremos o orgulho de ser português”.

O líder socialista apontou a importância que o Governo tem dado às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, refletida na decisão que, enquanto primeiro-ministro, assumiu em conjunto com o Presidente da República de “acrescentar uma vertente externa às comemorações”, com celebrações fora do território nacional, como foi o caso de França em 2016, do Brasil em 2017, dos Estados Unidos da América em 2018, e de Cabo Verde em 2019, lamentando que as comemorações oficiais deste ano não se tivessem realizado, como estavam programadas, entre a Região Autónoma da Madeira e a comunidade portuguesa na África do Sul, mostrando-se, contudo, convicto de que serão retomadas em 2021.

Nesta sua missiva, o primeiro-ministro fez ainda questão de enaltecer os portugueses que, ao longo dos anos, saíram do país para procurar em outros lugares melhores condições para as suas vidas, a esmagadora maioria, como referiu, “em circunstâncias muito difíceis”, e que hoje, com o “seu esforço” e trabalho, “engrandecem o nome de Portugal”, tendo conseguido construir projetos de “vida bem-sucedidos”.

Regressar a casa

Para António Costa, é fundamental que quem emigrou e estabeleceu há muitas décadas a sua vida no estrangeiro não perca o hábito e a vontade de continuar a visitar Portugal, “como quem regressa a casa”, incentivando os seus filhos e netos a continuarem esses laços.

Assumindo que os portugueses e lusodescendentes representam a “porta de entrada” de Portugal no mundo globalizado, “potenciando as oportunidades de penetração e de cooperação com espaços mais vastos”, António Costa regozijou-se com o facto, como também assinalou, de a diáspora ter sempre demonstrado “grande facilidade” de integração nos países de acolhimento, “sem nunca perder as suas raízes em Portugal”.