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“Só unida e com uma resposta comum a Europa se poderá reconstruir”


O primeiro-ministro, António Costa, defendeu este sábado que, tal como em 1950, quando foram lançadas as bases para o projeto europeu, “só unida e com uma resposta comum a Europa se poderá reconstruir”.

“Hoje, como em 1950, só unida e com uma resposta comum a Europa se poderá reconstruir, reforçando-se enquanto Comunidade de valores, espaço de prosperidade partilhada e líder na resposta aos grandes desafios globais”, sustentou o líder do Governo português, numa mensagem de vídeo divulgada por ocasião do Dia da Europa, que assinala os 70 anos da ‘Declaração Schuman’.

António Costa associou-se também aos outros 26 líderes da União Europeia, numa declaração por vídeo publicada pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, partilhando uma reflexão sobre o significado do projeto europeu e dos seus desafios atuais.

“A União Europeia é uma comunidade de valores. É o maior espaço económico de prosperidade partilhada e é a nossa força para enfrentar os desafios globais”, sublinha a mensagem do primeiro-ministro português, enaltecendo o “reencontro com a história”, que se assinala 70 anos depois.

Não deixando de abordar o momento atual, em resultado da pandemia de Covid-19, ao salientar que “desde a Segunda Guerra Mundial que não sofríamos na sociedade e na economia uma crise desta magnitude”, António Costa enalteceu a data de “reencontro com a História, 70 anos depois da declaração de Schuman”.

O dia da Europa comemora-se a 9 de maio, para celebrar a paz e a unidade do continente europeu, assinalando o aniversário da histórica ‘Declaração Schuman’. O discurso então proferido pelo estadista francês Robert Schuman, em Paris, a 9 de maio de 1950, avançando com a proposta de uma entidade europeia supranacional, serviu de embrião para a futura criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, e da Comunidade Económica Europeia, ambas no ano de 1957.

Resposta à crise “vai definir-nos como União e moldar a Europa nos próximos anos”

Também o ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, que preside ao Eurogrupo, assinalou o Dia da Europa, considerando que a atual crise provocada pela pandemia de Covid-19 é “uma tragédia humana” que exige a necessidade de um “poderoso plano” para recuperar a Europa.

Numa mensagem de vídeo, com o ‘hashtag’ “#EuropeDay2020 #StrongerTogether”, Mário Centeno começa por salientar que a atual crise é mais que um choque económico e que a resposta “vai definir-nos como União e moldar a Europa nos próximos anos”.

“Vivemos uma tragédia humana e um desafio à nossa forma de vida”, sublinha, referindo que, como muitas vezes no passado, a resposta para os problemas da Europa está na Europa.

“Vamos precisar de um plano ambicioso para dinamizar a fase da recuperação. Chamem-lhe ‘novo plano Marshall’ se quiserem, mas desta vez não podemos confiar em ajudas externas. Este plano tem de ser financiado pelos europeus”, afirma o governante português e líder do Eurogrupo.