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Apoio mais eficaz às famílias é garantir o emprego


“A medida mais eficaz para apoiar o rendimento das famílias é garantir o emprego”, defendeu o primeiro-ministro, que incentivou as empresas a manterem os postos de trabalho “para poderem aceder a linhas de crédito”.

Só havendo a garantia de que os empregos se vão manter, depois de ultrapassada esta crise , é que será possível às empresas “aceder às linhas de crédito”, alertou o primeiro-ministro à saída da reunião do Conselho de Ministros da passada sexta-feira, onde foram debatidas as medidas de apoio social e económico à população, vincando António Costa que o Governo decidiu condicionar as linhas de crédito às empresas com a contrapartida de que sejam mantidos os postos de trabalho.

Para o Governo, como salientou o primeiro-ministro, é essencial que as empresas que atravessam presentemente, tal como todos os portugueses, um momento de grandes dificuldades provocadas pela pandemia do novo coronavírus “não fechem as portas definitivamente”, assim como também é decisivo que quem está empregado “não veja os seu posto de trabalho encerrado”, sendo para isso determinante, como referiu, que as “empresas tenham liquidez”, algo que “não pode ser assegurado pelo Governo a 100%”, reiterando, contudo, que dentro das possibilidades e disponibilidades financeiras “tudo será feito” para apoiar as empresas a continuarem a sua atividade.

O importante como frisou o primeiro-ministro, é dizer às empresas que é necessário que mantenham os postos de trabalho, porque os rendimentos dos trabalhadores “não podem ser mais fragilizados” e que o Governo vai avançar, com um conjuntod e medidas de apoio às empresas, enquadrando-as com as já entretanto anunciadas pelos ministros da Economia e das Finanças, designadamente, abrindo novas linhas de crédito acessíveis às empresas , sempre “sob condição de manutenção do emprego”, de forma a que seja possível “manter os postos de trabalho, ainda que com alguma quebra de rendimento”.

Novo futuro para o país

Segundo António Costa, se por um lado o Governo tem a obrigação de enfrentar a pandemia do covid-19 com coragem e de avançar com as medidas necessárias, tem igualmente que assumir a tarefa de “tranquilizar as empresas e as famílias”, anunciando que no próximo mês de junho, quando presumivelmente a crise terá sido em grande parte ultrapassada, haverá “um novo futuro”. Neste momento, defendeu, seria ainda “irrealista” estar a apresentar um programa de relançamento da economia. frisando que esta é a altura de “estarmos concentrados em salvar vidas”.

Mas que ninguém tenha dúvidas, alertou ainda o primeiro-ministro, de que depois de um período de recolhimento generalizado da população, seja possível encarar o futuro evitando “pesadas consequências para a economia”, sustentando que a prioridade, agora, está em adotar medidas que se foquem nos próximos três meses para que o país possa “enfrentar esta travessia mais dura”.

“O que é nosso dever é não só enfrentar este surto pandémico, mas tranquilizar famílias e empresas de que haverá um novo futuro, uma vez passada esta primeira onda de pandemia”, defendeu.