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Governo debate esta sexta-feira medidas de apoio social e económico às famílias


O Conselho de Ministros voltou a reunir-se hoje, sexta-feira para discutir um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população afetada pela pandemia de Covid-19. Este novo pacote de medidas vem complementar, já no âmbito do estado de emergência nacional decretado, as medidas já adotadas para apoiar o emprego e os setores de atividade da economia que têm sido particularmente atingidos por esta situação de crise.

Falando na conferência de imprensa em que anunciou as medidas para aplicar o estado de emergência, na quinta-feira, António Costa lembrou que “o país não se tornou de repente rico e com capacidade ilimitada”, mas deixou claro que há “novas necessidades a que é preciso fazer face”.

“E iremos fazer face para assegurar aquilo que definimos como prioridades: sustentar o rendimento das famílias, a liquidez das empresas, essencial para a proteção do emprego, porque não podemos perder agora nesta crise aquilo que conseguimos recuperar da crise anterior”, afirmou.

O primeiro-ministro lembrou que foi apresentado um pacote de medidas na quarta-feira pelos ministros com as pastas das Finanças e da Economia, mas que este não esgota as respostas que o Governo tem estado a preparar. “Faremos um Conselho de Ministros dedicado ao conjunto dessas matérias, tendo agora em conta que as restrições que decorrem do estado de emergência exigem naturalmente uma reavaliação do pacote dessas medidas”, acrescentou.

Governo e parceiros sociais voltam a reunir-se

Também esta sexta-feira, o Governo e os parceiros sociais voltam a reunir-se, através de videoconferência, para discutirem as medidas destinadas às empresas e trabalhadores.

Na reunião da Comissão Permanente de Concertação Social estarão os ministros de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, entre outros governantes.

Na quarta-feira, o Governo anunciou medidas de apoio às empresas que garantem aumento de liquidez próximo dos 9.200 milhões de euros, dos quais 5.200 na área fiscal, 3.000 na de garantias e 1.000 na contributiva. Foi anunciado um conjunto de linhas de crédito, garantidas pelo Estado, que alavancam em 3.000 milhões de euros o crédito disponível para as empresas.