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Governo assegura resposta a todos os pedidos de repatriamento


O Governo está a dar resposta a todos os pedidos feitos para repatriamento, devido à pandemia de Covid-19, de turistas e viajantes ocasionais portugueses espalhados pelo mundo, garantiu ontem o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que estimou tratar-se de várias centenas de portugueses que estão a tentar regressar a casa.

“A minha maior preocupação, neste momento, é o caso do Peru”, disse o governante, referindo-se a um grupo de cerca de 100 portugueses que procura o regresso ao país, depois de as autoridades peruanas terem colocado limitações às entradas e saídas como medida de contenção da propagação do COVID-19.

O ministro informou que a tutela tem dado resposta a todos os pedidos que têm chegado a embaixadas e consulados para apoio na repatriação. Em alguns casos o repatriamento está a fazer-se no âmbito de esquemas de colaboração entre países europeus ou mesmo com o recurso ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil (da União Europeia), que permite a conjugação de esforços entre diversos Estados.

O Governo português fretou quatro voos à TAP nos últimos dias para repatriar um grupo de portugueses que estava em Marrocos. Também na Argélia o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem em curso uma operação para repatriar cerca de 100 portugueses que pediram ajuda à embaixada.

Alunos Erasmus que queiram regressar têm apoio do Estado português

O Executivo está ainda a contactar todos os três mil estudantes portugueses Erasmus que querem regressar a casa.

Augusto Santos Silva sublinhou que “alguns estabelecimentos de ensino superior esqueceram-se de indicar todos os nomes dos alunos que tinham em programa Erasmus”, daí terem existido queixas por parte de alguns desses alunos.

“Tinham razão os alunos que se queixavam de não ser contactados por nós. Tínhamos razão nós quando dizíamos que estávamos a contactar todos os estudantes Erasmus”, explicou.

Assim, todos os cerca de três mil alunos nesta situação terão apoio do Estado português para garantir o seu regresso, caso o desejem.

O ministro dos Negócios Estrangeiros revelou que a prioridade se centrou em Itália, o país europeu mais afetado pela pandemia, onde todos os 30 casos de pedidos de regresso foram atendidos. “Desses 30, 14 já regressaram e estamos a tratar do regresso dos restantes 16”, anunciou.

Augusto Santos Silva falou depois da Polónia, um dos países com mais alunos portugueses Erasmus. A operação de repatriação “correu muito bem”, tendo os 160 estudantes regressado a Portugal com recurso a operações conjuntas com outros países, que montaram conjuntamente uma operação de repatriamento de cidadãos.

“Na Europa, a situação de repatriação tem sido razoavelmente simples, tirando partido da mobilidade interna no espaço comunitário”, afirmou.

Em Espanha, onde está restringida a mobilidade fluvial, ferroviária e aérea, o Governo português está a apostar na via rodoviária.