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António Costa salienta posição estratégica do país na política energética


O primeiro-ministro, António Costa, recebeu ontem, em São Bento, o secretário da Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette, tendo salientado no encontro, que serviu para discutir o reforço da ligação entre os dois países na área energética, a posição estratégica de Portugal para a segurança energética na Europa.

“Portugal tem uma posição estratégica única e terá um papel crucial no abastecimento e segurança energética da Europa”, assinalou o chefe do Governo português.

Recorde-se que, em 2018, durante uma visita que efetuou aos Estados Unidos, António Costa destacara o papel estratégico que o porto de Sines poderia desempenhar em matéria de abastecimento energético seguro para o mercado europeu, realçando ainda que os portos nacionais estão numa importante posição geográfica, situando-se na confluência de três importantes rotas marítimas: a africana, a mediterrânica e a transatlântica.

“Os dois países emitiram mesmo uma declaração conjunta, no ano passado, a sublinhar a importância estratégica do porto de Sines como ‘hub’ atlântico de GNL (Gás Natural Liquefeito) e da relação Portugal-Estados Unidos na promoção do GNL marítimo como fator de reforço da diversificação da segurança energética europeia, de melhoria do desempenho ambiental do transporte marítimo e de reforço da sustentabilidade da economia azul, com uma indústria geradora de empregos qualificados e inovação tecnológica”, declarou então o primeiro-ministro português.

Visita ao porto de Sines

Nesta deslocação a Portugal, o secretário da Energia realizou, precisamente, uma visita ao Porto de Sines, na qual foi acompanhado pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, inteirando-se no local sobre as obras de expansão do Terminal XXI e do projeto para o futuro Terminal Vasco da Gama.

O governante português referiu que a visita do secretário norte-americano a Portugal “sinaliza a importância” que os Estados Unidos dão aos investimentos que podem ali ser realizados.

Realçando as potencialidades do Porto de Sines enquanto “porta de entrada de energia não só em Portugal como em toda a Europa”, Pedro Nuno Santos reiterou que a visita sinaliza também “a possibilidade de o Porto de Sines ser usado como porta de entrada de energia, nomeadamente, de gás em toda a Europa”.

“Esta é uma oportunidade que temos de agarrar e é uma visita que valorizamos bastante e que estamos a tentar aproveitar da melhor maneira para ajudar o nosso país a desenvolver-se através deste porto”, acrescentou.