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Morreu Marcelino dos Santos, um dos fundadores da Frelimo


O Partido Socialista apresentou hoje o seu “profundo pesar pela morte de Marcelino dos Santos, fundador da Frelimo, e figura incontornável da política e da poesia moçambicana”, pode ler-se na carta assinada por Francisco André, Secretário Nacional do PS para as Relações Internacionais, enviada ao Primeiro Presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

O PS destaca “a importância do seu contributo para a consolidação do percurso democrático moçambicano, nomeadamente ao exercer os cargos de ministro da Planificação e Desenvolvimento e o de presidente da Assembleia da República de Moçambique”.  A morte de Marcelino dos Santos, um dos fundadores da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), foi anunciada pelo presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi.

Marcelino dos Santos escreveu os primeiros estatutos da Frelimo e foi o primeiro ministro da Planificação e Desenvolvimento após a revolução. Deixou o cargo em 1977, após a constituição do primeiro Parlamento moçambicano. Foi presidente da primeira Assembleia Popular, até 1994, ano em que se realizaram as primeiras eleições legislativas em Moçambique. 

Nascido em maio de 1929, Marcelino dos Santos destacou-se na luta contra o colonialismo português. Foi também poeta, escrevendo sob os pseudónimos Kalungano e Lilinho Micaia. O livro Canto do Amor Natural foi publicado em nome próprio.