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Portugal destaca empenho internacional para Conferência dos Oceanos em Lisboa


O ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, sublinhou em Nova Iorque que existe “afirmação da necessidade de agir” por parte de todos os países, na preparação da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que irá realizar-se em Lisboa.

Ricardo Serrão Santos, que esteve em Nova Iorque para reuniões de preparação da segunda Conferência dos Oceanos, marcada para a capital portuguesa entre 2 e 6 de junho deste ano, destacou que mesmo “os representantes dos países sem mar” têm oferecido contribuições positivas para o texto da resolução final que vai ser adotada em Lisboa. 

O ministro deu nota, em resultado das reuniões realizadas desde o início desta semana nas Nações Unidas, do “empenho que havia, com grande assento e grande reforço nas questões da importância da ciência liderar estes processos e a necessidade de investir na capacitação dos países em desenvolvimento, que são o aspeto mais querido de todo este processo”. 

O governante português defendeu a necessidade de um equilíbrio entre justiça ambiental e justiça social, considerando que a resolução das crises sociais também passa pela resposta aos problemas ambientais.

“Tem que haver um esforço muito grande para mostrar às comunidades e sociedades que estamos a apoiar soluções para um ambiente em crise”, sublinhou, acrescentando que “mesmo em zonas onde não há mar, as consequências dos processos que são terminados no oceano têm relevância para as cheias e secas que se vivem no interior dos continentes”.

Ricardo Serrão Santos apontou também que Portugal tem pedido a partilha de dados sobre as águas e a vida marinha, com ênfase na “gestão global de dados”, que requer a disponibilização de informações e pesquisas científicas obtidas em todo o mundo.

“Se não tivermos informação e dados, estamos diminuídos na nossa capacidade de dar as respostas necessárias para as crises que enfrentamos no meio ambiente e reabilitar os próprios ambientes”, alertou o ministro português.

A Conferência dos Oceanos em Lisboa vai ser composta por ‘Diálogos Interativos’ sobre oito temas, sendo um deles a relação entre todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, com destaque para o objetivo 14 – Proteger a vida marinha e os recursos marinhos.

A organização do evento é assumida por um país desenvolvido, Portugal, que será o anfitrião da conferência, e um em desenvolvimento, o Quénia. Integram ainda a estrutura organizadora dois co-facilitadores, a Dinamarca e o arquipélago de Palau, que têm dado os seus contributos para mediar e coordenar os diálogos entre todos os participantes.