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IVA da eletricidade: Secretário-geral Adjunto do PS exige respostas do PSD


 

José Luís Carneiro quer saber “onde vai o PSD cortar para compensar a perda de receitas que decorre da proposta de descida do IVA da eletricidade”. José Luís Carneiro não poupou nas palavras, acusando o PSD de apresentar “uma proposta irresponsável no plano orçamental, mas também ambiental e de grave injustiça social”.

Num encontro com militantes e simpatizantes socialistas na sede Nacional do PS, onde o ministro das Infraestruturas apresentou as prioridades do OE/2020 para a sua área de governação, o Secretário-geral Adjunto do PS lembrou que o PSD propõe uma perda de receita de 800 milhões de euros por ano e fez as contas: “no dia em que o Primeiro-Ministro lutava em Bruxelas para evitar uma perda para Portugal estimada em 1,7 mil milhões de euros de fundos comunitários no próximo ciclo de sete anos, em Portugal a irresponsabilidade do PSD leva ao Parlamento uma proposta que resulta na perda de 3,2 mil milhões de euros em apenas quatro anos!”

O líder socialista lembrou que “ao longo da última Legislatura, mais de 800 mil famílias foram beneficiadas com a tarifa social da energia” e que esta proposta “beneficiará igualmente os pequenos e os grandes consumidores”. Por outro lado, acrescentou José Luís Carneiro, “o país ainda depende muito do exterior em termos de energia”, pelo que “esta proposta tenderá a promover o aumento do consumo, o que conduzirá ao aumento da dependência energética do exterior”.

“Como a eletricidade tem origem em combustíveis fosseis, estamos a agravar ainda mais as condições para enfrentar o combate aos desafios climáticos”, acrescentou, para lembrar de novo que a proposta de redução da taxa do IVA da eletricidade “é uma grave irresponsabilidade em relação às jovens gerações”. Num ataque final à proposta social-democrata, José Luís Carneiro explicou que “a proposta do PSD é irresponsável e grave no plano orçamental, social e ambiental e traduz uma falta à verdade da parte do PSD, por ter efeito nas contas públicas”.

A votação final global do Orçamento do Estado para 2020 terá lugar amanhã, no Parlamento.