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Economia continua a crescer em convergência com a Europa


Todas as análises recentes que apontam para o crescimento da economia portuguesa, “correspondem às previsões que o Governo já tinha feito”, afirmou António Costa, que garantiu que Portugal continua a “convergir” com a União Europeia e com a zona euro, quer porque as exportações têm estado a aumentar, quer também “porque as empresas continuam a ganhar quotas de mercado”.

Em Estocolmo, onde participou na conferência da Aliança Progressista, o Secretário-geral do PS e líder do Governo falou sobre a evolução da economia portuguesa, tendo destacado as estimativas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que apontam para o crescimento do PIB em 0,3% no terceiro trimestre face aos três meses anteriores, mantendo o ritmo e a dinâmica de crescimento da economia em 1,9% em comparação com o mesmo período de 2018, garantindo que estes são dados e números que correspondem às previsões que o Executivo já tinha.

Falando aos jornalistas, num dos intervalos da conferência na capital sueca, António Costa foi taxativo ao afirmar que estes dados tornam claro que o país vai, em 2019, “cumprir o objetivo previsto” de continuar a convergir com a União Europeia e com a zona euro, acentuando a este propósito que “quer em cadeia, quer em comparação” com os períodos homólogos, o país “cresceu acima da média europeia”, o que, para o líder socialista, “é um facto relevante”, mesmo alertando que “há ciclos” que uma economia aberta tem de saber ler e de analisar e garantindo que o objetivo de Portugal “é continuar a convergir”.

Quanto às dúvidas levantadas por alguns setores, sobretudo da direita, sobre a qualidade do perfil do crescimento da economia nacional, António Costa referiu que, apesar de as exportações não estarem “numa trajetória” de crescimento como já estiveram, “continuam a crescer”. Referindo que, perante uma clara desaceleração que se verifica na economia europeia, “é natural que as nossas exportações possam não crescer ao mesmo ritmo”, o líder socialista manifestou, contudo, total confiança na “capacidade de adaptação do tecido exportador nacional” para encontrar outros mercados, insistindo que Portugal “está a crescer” desde 2017 acima da média europeia, o que não acontecia “desde a adesão do país ao euro”.

Uma ambição que, na perspetiva de António Costa, tem de continuar “pelo menos uma década”, tendo em vista uma “aproximação sustentável face aos Estados-membros mais desenvolvidos”.

OE2020 será o “primeiro passo” para diminuir peso do IRS na classe média

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou ontem que o Governo tem o objetivo de, já no próximo Orçamento, dar “um primeiro passo” para conferir uma maior progressividade no IRS e diminuir o peso deste imposto sobre os vencimentos da classe média.

António Costa assumiu esta garantia, perante os jornalistas, antes de ter um jantar de trabalho com o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, em Estocolmo.

“Espero que já neste primeiro Orçamento se possa dar um primeiro passo para cumprir um dos principais objetivos orçamentais do Governo. Queremos iniciar uma maior progressividade do IRS, procurando diminuir o peso do IRS sobre os vencimentos da classe média”, salientou o líder do executivo português, reforçando a ideia de um desagravamento do IRS para alguns escalões

“Espero que já neste primeiro Orçamento possamos começar a concretizar esse objetivo que temos para a legislatura”, acrescentou.