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António Costa: Governo “ajustado à conjuntura e às prioridades do país”


O primeiro-ministro indigitado garantiu hoje, depois da audiência com o Presidente da República, que o número de membros do Governo pretende responder “à conjuntura” e às “prioridades do país”.

António Costa adianta que “os governos não se medem em função do número de membros, mas devem ter a orgânica ajustada ao programa de Governo e das prioridades do país”. “É uma prioridade do país reforçar a coesão territorial e valorizar o interior”, exemplificou com o novo Ministério da Coesão Territorial.

“É importante agora haver elevação a Ministério desta ambição. Devemos ajustar orgânicas em função da conjuntura”, diz, acrescentando ainda o exemplo do Planeamento. “A partir do momento em que tivemos condições económicas e financeiras para reforçar a prioridade às infraestruturas”, autonomizou-se em Ministério e “agora estamos numa situação em que o planeamento vai ter necessidade muito forte de ser reforçado”, explicou.

A integração das Florestas no Ambiente — saindo da Agricultura — foi para juntá-las à Conservação da Natureza e do Ordenamento do Território. “Sendo prioritária a reforma da floresta tem tudo a ganhar ao ser desenvolvida pelo Ministério do Ambiente”, argumentou António Costa . Já sobre a descentralização estar no novo Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública, juntamente com a Administração Local, o primeiro-ministro indigitado diz que se deve a uma ambição de “ampliar a Secretária de Estado do poder local”, apontando como um “trabalho de fôlego.”

Sobre a Secretaria de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, António Costa explicou com a necessidade de dar “atenção especial aos antigos combatentes. É uma história longa, mas o país não pode esquecer os que, em seu nome, travaram combates e tiveram consequências na sua saúde e nas suas vidas”.

Sobre a integração da comunicação social numa secretaria de Estado, António Costa justifica com a defesa e promoção da “língua, um dos nossos grandes patrimónios” e também com a existência de “novas plataformas” e a “forte tensão que existe entre os meios de comunicação tradicionais e as televisões”. A ideia é “garantir um setor dinâmico, vivo e forte, condição para a sua independência, para a liberdade e o pluralismo”.