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DGArtes: Ministra da Cultura defende “revisão crítica” do modelo de apoio


A ministra da Cultura, Graça Fonseca, defendeu a necessidade de se avançar com uma “revisão crítica” do modelo de apoio às artes, vincando ser uma proposta recolhida nas muitas cartas e intervenções que tem visto.
“Partilho da necessidade de encontrarmos respostas de curto prazo que deem soluções para o que estas estruturas estão a dizer e que representam os resultados deste concurso. (…) É muito importante começarmos já a trabalhar no médio prazo para fazer uma revisão crítica do modelo de apoio às artes”, afirmou a ministra em declarações à margem da visita à exposição “Souto de Moura: Memória, Projetos, Obras”, em Matosinhos, distrito do Porto.
A ministra garantiu estar “atenta às preocupações que as estruturas e os seus dirigentes têm dito”, considerando que para quem está neste momento na área da Cultura “é muito importante aumentar a capacidade financeira para poder apoiar mais e melhores as atividades culturais e artísticas do país”, situação a que prometeu dedicar-se.
“Assim que tomar posse é com isso que me comprometo a trabalhar nos próximos anos”, disse a governante, cuja continuidade no próximo Governo foi confirmada pelo primeiro-ministro indigitado, António Costa.
Graça Fonseca lembrou que o atual concurso “tem um crescimento de quase três milhões de euros face aos anteriores” e admitiu que “os próximos anos serão muito importantes para crescer, ter soluções de médio prazo e, para em 2020, ter também soluções de curto prazo”.
“Não só admito uma revisão crítica, como é proposta nas muitas cartas e intervenções que tenho visto. É, de facto, algo que nos deve convocar a todos e, da parte do Governo, estou muito interessada e irei trabalhar com todas as estruturas para o fazer”, vincou Graça Fonseca.
Na passada sexta-feira, a DGArtes, responsável pela organização dos concursos a nível nacional, divulgou os resultados provisórios dos Concursos Sustentados Bienais 2020/2021, segundo os quais 177 candidaturas foram consideradas elegíveis, em “qualidade e diversidade”, pelos júris de todas as áreas, de um total de 196 candidaturas apresentadas.
Das 177 candidaturas elegíveis, 102 vão receber financiamento, 75 consideradas elegíveis não receberão financiamento e 19 foram excluídas do concurso por terem sido consideradas não elegíveis pelos júris.