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António Costa recusa prometer o que se quer ouvir mas não se pode cumprir


António Costa admitiu ontem que o PS pode ter perdido votos há quatro anos por não prometer “o que muitos queriam ouvir”, mas considerou que essa é a melhor garantia de que o partido cumpre as suas promessas.

“Se calhar, na altura, perdemos votos porque não prometemos o que muitos queriam ouvir. Mas tenho a certeza que esses hoje sabem que a melhor garantia que podem ter de que cada compromisso que hoje assumimos vamos mesmo cumprir, é o facto de termos cumprido nos últimos quatro anos tudo aquilo que há quatro anos atrás dissemos que íamos fazer”, declarou António Costa.

Na sua intervenção, num comício realizado no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, o secretário-geral socialista lembrou que, “ao contrário do que há quatro anos todos diziam, deixando o PS isolado”, não foi preciso Portugal optar entre a Europa ou subjugar-se à austeridade

“Agora parece fácil. Agora, todos acham que foi fácil, que é natural e que não custou nada. Mas a verdade é que há quatro anos todos nos batiam”, afirmou.

Segundo o secretário-geral do PS, uns diziam que o país só se libertava da austeridade “rasgando o euro ou mesmo tendo de abandonar a União Europeia”.

Por seu turno, outros diziam que, “com essa conversa de se quererem libertar da austeridade”, Portugal ainda vai ter sair “fora do Euro e se calhar, até, da União Europeia”.

“Pois quatro anos depois, nós podemos dizer: estavam todos errados, estamos no euro, estamos na Europa e virámos a página da austeridade”, frisou.

António Costa aproveitou ainda para avisar os portugueses para não contarem com as sondagens, porque “podem acordar no dia seguinte de manhã com uma surpresa desagradável”.

Antes do comício de Aveiro, em que intervieram também Pedro Nuno Santos, José António Vieira da Silva e Jorge Sequeira, o líder socialista visitou as obras de requalificação de um troço do Itinerário Principal 3, em Penacova, no distrito de Coimbra.