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PS acusa PSD e BE de demagogia e de terem apenas preocupações eleitorais


O PS rejeitou hoje as críticas dos líderes de PSD e BE sobre a atuação do Governo na greve dos motoristas, acusando Rui Rio e Catarina Martins de “profunda demagogia e irresponsabilidade”, e de terem apenas preocupações eleitorais.

“Eu julgo que Catarina Martins está com febre eleitoral, a pensar em 06 de outubro, e, por isso, acaba por ser a porta-voz da demagogia ao nível do doutor Rui Rio, porque a verdade é que o Governo tem estado à altura das suas responsabilidades em todas as dimensões da situação que temos vivido com esta greve de motoristas”, disse, em declarações à agência Lusa, a secretária-geral adjunta socialista, Ana Catarina Mendes.

O PS rejeita assim as declarações do “Rui Rio ao acusar o Governo de circo mediático ou de pré-eleitoralismo e rejeita as afirmações de Catarina Martins quando diz que o Governo se está a comportar como o porta-voz da Antram”.

Em causa as posições públicas de Rui Rio e de Catarina Martins durante o dia de sexta-feira a propósito da greve dos motoristas.

“Aquilo a que assistimos, quer a estas declarações de Catarina Martins, quer às declarações desta tarde do doutor Rui Rio são de uma profunda demagogia, de uma profunda irresponsabilidade, de quem não está preocupado com o interesse nacional, mas que está preocupado com interesses meramente eleitorais”, contra-atacou a dirigente socialista.

Segundo Ana Catarina Mendes, “o Governo não é porta-voz de ninguém senão do interesse nacional” e é por isso mesmo que não aceita “as críticas que vêm à esquerda e à direita”.

“Porque a responsabilidade exige respeito pelo direito à greve, mas respeito também por todos os direitos fundamentais que têm de ser garantidos ao país e, por isso, o país não podia paralisar”, justificou.

Na perspetiva de Ana Catarina Mendes, “todo o Governo tem feito o que é possível fazer para que haja um entendimento e para que as partes possam negociar e com isso não paralisar o país”.

“Não vale tudo em momento pré-eleitoral e é por isso que só alguém que não esteja de boa-fé é que não consegue perceber que verdadeiramente o Governo tem feito tudo o que está ao seu alcance para garantir a normalidade do país, que as pessoas não são prejudicadas pela greve que aconteceu e que evidentemente o Estado possa continuar a funcionar”, condenou.

Sendo o PS, segundo a sua dirigente, “o partido do diálogo social, que defende a contratação coletiva, é evidente que era preciso que o Governo tivesse aqui também – e que tem tido – um trabalho de mediação para chegar a entendimento entre as partes”.